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Corredor aéreo para saída de garimpeiro da terra yanomami será fechado em abril

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O espaço aéreo da Terra Indígena Yanomami será fechado novamente em 6 de abril, em Roraima. A decisão foi tomada em reunião entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, na manhã desta quinta (23).

A FAB (Força Aérea Brasileira) havia prorrogado até 6 de maio a abertura parcial do espaço aéreo sobre o território. O governo, contudo, avaliou que prazo estendido reduziu o ritmo de saída de garimpeiros.

"É importante para desestimular a questão do garimpo. Evidentemente que nesses últimos dias tem acontecido um, dois voos no máximo. Então nós vamos dar mais este prazo para a partir do dia 6 de abril fechar completamente", disse Múcio.

"Para ter uma ordem grandeza, esses voos que chegam a um ou dois já foram 30, já foram 40. Então nós estamos vendo que a operação está sendo bem-sucedida nas suas várias fases e ela deve ser concluída até o dia 6 de abril", acrescentou Dino.

Dino afirmou que haverá intensificação de ações na região no mês de março, inclusive no que cabe à Polícia Federal (PF). Ele diz acreditar que há menos de mil pessoas que insistem em ficar na região.

O ministro não soube informar quantas pessoas foram presas por causa das atividades do garimpo ilegal.

"Como há ainda duas ou três áreas em que as pessoas estão insistindo [em ficar no garimpo ilegal], nessa nova fase vai haver o fechamento do corredor, no que se refere ao tráfego aéreo, e nós vamos agora já na próxima semana intensificar prisões das pessoas que estão infelizmente descumprindo a lei e fazendo garimpo no território yanomami", disse Dino.

Balanço da PF divulgado no último dia 16 aponta que a operação para retirada de garimpeiros do território yanomami contabilizava, em uma semana, a destruição de quatros aviões, uma embarcação e 40 balsas. A lista incluiu ainda um garimpo de minério e uma base de suporte logístico, além de itens como barracas, um veículo e um trator esteira.

Os ministros disseram que ações humanitárias para a comunidade indígena vão permanecer.

Segundo o balanço do dia 16, mais de 105 toneladas de mantimentos e medicamentos foram transportadas, e 5.200 cestas básicas entregues. No hospital de campanha montado pela FAB para atenção exclusiva aos indígenas, foram realizados 1.300 atendimentos.

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