BELÉM, PA (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal entrou na investigação do incêndio que destruiu parte dos pavilhões na área central da COP30 e que interrompeu as negociações da conferência por mais de seis horas na quinta-feira (20).
A zona azul, área da conferência restrita a diplomatas e negociadores, foi integralmente esvaziada após as chamas, que foram debeladas em minutos, sem se espalharem para outras estruturas inflamáveis da área erguida no Parque da Cidade, em Belém.
Os trabalhos foram normalizados e retomados nesta sexta (21), que deveria ser, formalmente, o último dia da COP30. As negociações podem avançar pelo sábado (22).
As causas do incêndio são investigadas pela PF desde quinta, segundo a superintendência da polícia no Pará. "Peritos especializados em incêndios foram enviados de Brasília e chegam nesta sexta-feira a Belém para finalizar o laudo", disse a corporação em nota. Os peritos poderão dar respostas sobre o que efetivamente ocorreu.
No calor do acontecimento, o ministro Celso Sabino (Turismo), que estava no corredor central da zona azul quando ocorreu o incêndio, chegou a dizer que o carregamento de um celular na tomada poderia ter desencadeado o fogo.
Depois, o Governo do Pará divulgou informação, atribuída ao Corpo de Bombeiros, sobre a causa estar associada, a princípio, a um aparelho eletrônico no pavilhão onde se deu o incêndio. Um micro-ondas chegou a ser citado.
Até agora, a DMDL empresa contratada para erguer a zona azul se mantêm em silêncio sobre o incêndio.
A OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos), entidade contratada pelo governo federal e que fez a subcontratação da DMDL, disse na noite desta sexta-feira (21) que acompanha a apuração sobre o ocorrido desde o início e espera o resultado da investigação sobre a causa do incêndio.
"A rápida resposta ao incidente demonstra a eficiência da organização e a capacidade operacional estruturada para um evento dessa magnitude", afirmou a OEI, em nota.
O governo federal afirmou que a princípio a causa não estaria associada à estrutura da zona azul.
A própria ONU, em carta ao governo em que reclamou da infraestrutura oferecida para a COP30, apontou falhas no sistema elétrico como um dos problemas enfrentados durante a conferência.


