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Contra coronavírus, escolas orientam de quarentena a não levar filho doente

SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Diante do avanço do coronavírus em cidades da Europa e da confirmação de casos no Brasil, escolas de São Paulo têm adotado medidas que vão desde melhorar a ventilação e disponibilizar álcool em gel até orientar alunos que vieram de locais atingidos a não frequentarem as aulas.

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A recomendação dessa espécie de quarentena a estudantes mesmo sem sintomas contraria orientação do Ministério da Saúde.

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Ela foi adotada em São Paulo pela escolas Avenues, Lycée Pasteur, Positivo e Pueri Domus.

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Em nota, o Lycée, na Vila Mariana (zona sul de SP), afirma que orientou que colaboradores, pais e alunos que estiveram em zonas de exposição ao vírus, "em particular China, Singapura, Coreia do Sul e regiões italianas da Lombardia e Vêneto, não visitem a escola durante 14 dias após o seu regresso e que, em caso de sinais de infecção respiratória durante esse período, entrem em contato com as autoridades sanitárias".

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A escola afirma ainda que adotou medidas de prevenção recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e instalou novos dispensadores de álcool em gel.

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No mesmo sentido, a Avenues, no Jardim Panorama (zona sul de SP), pede que "as famílias que tiverem viajado a países impactados pelo vírus fiquem em quarentena por 14 dias após retornar ao Brasil". 

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"Sabemos que essa medida pode gerar inconvenientes para algumas famílias. No entanto, acreditamos que é importante agir com cautela para reduzir o risco à nossa comunidade", diz o texto.

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Para o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, a recomendação de quarentena vai na direção errada. 

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"Parece que estamos na Idade Média, quando os países tinham os lazaretos. Fazer qualquer medida contra um país específico é, no mínimo, irracional, pois não vai impedir a introdução da doença caso a origem não esteja na orientação da escola."

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Lazaretos eram estabelecimentos que ficavam junto aos portos, aos quais se recolhiam viajantes procedentes de países onde havia epidemias ou doenças contagiosas.

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De acordo com o boletim mais recente da OMS, 65 países já registraram casos confirmados do coronavírus. Os mais afetados são a China, com 80.174, Coréia do Sul (4.212), Itália (1.689) e Irã (978).

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Na Bela Vista (região central), o colégio Stance Dual não chegou a orientar aos alunos que vieram de países com casos que não frequentem as aulas. Mas, em comunicado, pediu aos pais que decidam "com responsabilidade e respeito aos demais [em caixa alta] a necessidade do aluno permanecer em casa, caso tenha viajado nessa semana para um dos países de risco, ou mesmo alguém de sua convivência". 

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Assim como o Stance Dual, outros colégios paulistanos que não optaram pela quarentena também têm reforçado medidas de higiene e solicitado às famílias que não levem à escola crianças com sintomas.

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Entre eles, está o Santa Cruz, em Alto de Pinheiros (zona oeste), que fez o pedido em comunicado aos pais, orientando ainda que eles informem o colégio a respeito de qualquer diagnóstico de doenças infectocontagiosas. 

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Orientada pelo infectologista Caio Rosenthal, a escola também diz estar favorecendo a ventilação das salas de aula e reforçou aos estudantes a importância de higienizar constantemente as mãos.

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Também o Dante Alighieri, nos Jardins, pediu que jovens com febre e/ou sintomas de gripe não frequentem a escola e divulgou medidas de prevenção.

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No Jardim América, o St. Paul's reforça que têm seguido as orientações das autoridades nacionais e internacionais e afirma que tem aconselhando alunos e colaboradores que tenham viajado nos últimos dias para países com casos confirmados da doença que procurem assistência médica caso apresentem sintomas.

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Na Vila Mariana, o Bandeirantes afirmou estar atento "atento às ações do governo brasileiro para combater o coronavírus e em linha com as orientações destacadas pelo Ministério da Saúde" e disse que enviou a pais e alunos informações sobre os cuidados e ações preventivas para evitar a disseminação do vírus.

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A linha de reforçar as medidas de prevenção também foi adotada pelo Santa Maria, na zona sul de São Paulo.

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Na rede estadual, a Secretaria da Educação orientou às escolas que façam um "dia D" com palestras de especialistas, dicas de higiene e cuidados. Algumas escolas pretendem abordar o tema em trabalhos pedagógicos.

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