SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão Bruno Covas (PSDB) abriu nesta quinta-feira (2) as propostas para a concessão do Mercado Municipal Paulistano. A maior oferta foi de R$ 112 milhões. A proposta é para administrar o mercadão e o Mercado Kinjo Yamato, também no centro da capital paulista. De acordo com a prefeitura, a outorga mínima fixada era de R$ 30,6 milhões, gerando um ágio de 266%. A prefeitura diz que o benefício financeiro é de R$ 225 milhões, incluindo investimentos em equipamentos, outorgas e pagamento de impostos. O consórcio Novo Mercado Municipal apresentou a melhor proposta. Ele composto pelas empresas Brain Realty Consultoria e Participações e Mercado Municipal de SP (fundo de investimento). Outros dois consórcios fizeram propostas, o Consórcio Mercado Novo SP, com proposta de R$ 63 milhões, e o Consórcio Novo Mercadão, de R$ 53,6 milhões. A comissão de licitação agora terá que analisar a documentação e, após prazo de cinco dias para recursos, a prefeitura pode publicar o resultado da primeira fase. Há ainda uma segunda fase, em que a Comissão de Licitação marcará a sessão de abertura do envelope de habilitação. A licitação prevê a reforma dos dois mercados, além da exploração comercial, operação e manutenção. O vencedor terá que investir ao menos R$ 83 milhões em obras como melhoria da estrutura de sanitários, iluminação, restauro de danos à fachada, adequação para acessibilidade. A empresa deverá manter o projeto original do espaço e todas as mudanças deverão ser aprovadas por órgãos do Patrimônio Histórico. O concessionário deverá também pagar uma outorga variável anualmente, cuja alíquota varia entre 5% e 10% da receita bruta. Hoje, os locatários atuam com sistema de boxes, com pagamento ao mês pelo local. Após a concessão, os que quiserem permanecer pagarão ao concessionário o mesmo valor durante os primeiros 24 meses.