Início Variedades Conselho de Saúde recomenda ampliar frota de transportes em SP para conter Covid
Variedades

Conselho de Saúde recomenda ampliar frota de transportes em SP para conter Covid

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O CES (Conselho Estadual de Saúde) emitiu uma recomendação ao governo estadual para que ele amplie a frota e horários de circulação dos transportes públicos para reduzir a lotação do sistema e garantir o distanciamento social. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, isso só será possível após a vacinação de todos os funcionários.

Pelo cronograma divulgado até agora pelo governo estadual, funcionários do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) começam a a ser vacinados contra a Covid no dia 11 de maio. Já motoristas e cobradores de ônibus urbanos recebem a imunização no dia 18.

Desde o início da pandemia, as linhas de metrô, trens e ônibus intermunicipais tiveram redução na oferta. Isso ocorreu, entre outros motivos, pela queda expressiva na demanda.

Com a redução, até mesmo a linha 2-verde do metrô, que dá acesso a hospitais, teve aumento na espera em 2020. Dados do próprio Metrô mostram de que o usuário teve de esperar até 4 minutos e 34 segundos na plataforma à espera de um trem no ano passado, seja; 1 minuto e 20 acima do tempo que aguardavam em 2019 (41% a mais).

A linha 2-verde também sofreu corte na quantidade de viagens disponíveis em 24,7%, passando de 833 partidas em 2019 para 627 no ano passado.

A recomendação do conselho foi publicada na edição desta quinta-feira (29) do Diário Oficial do Estado. No documento, o órgão afirma que o transporte coletivo é responsável por 50% das viagens motorizadas e fornece um serviço essencial para manter as cidades em movimento.

O comunicado diz ainda que cabe ao poder público tomar providências para evitar a propagação do novo coronavírus, mantendo a operação adequada do serviço durante a crise e garantir a viabilidade financeira das empresas. "A saúde da população vem em primeiro lugar", afirma trecho do documento.

A recomendação enfatiza que os custos das operações de transportes públicos não devem ser transferidos para a tarifa. "Uma vez que são os segmentos mais vulneráveis da população os maiores dependentes do serviço de transporte público", diz o documento.

O conselho integra a Secretaria Estadual da Saúde. Ele é composto por cerca de 60 pessoas, entre titulares e suplentes, e reúne representantes do governo João Doria (PSDB), prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários. Ele tem a função de criar estratégias e políticas de saúde.

Quem preside o órgão é o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn. Em última instância, é como se o secretário falasse de forma indireta ao seu colega da pasta de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para aumentar a oferta de metrô, trens e ônibus e não aumentar o valor da tarifa.

OUTRO LADO

Em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, da gestão João Doria (PSDB), diz que está com "Operação Monitorada" desde o início da pandemia. Ela consiste em fazer avaliações de cada faixa de horário, adequando a oferta à demanda.

"Lembrando que o sistema de trilhos foi projetado e construído para transportar alto fluxo de pessoas da origem ao destino, aglomerado de pessoas em grandes escalas", diz trecho da nota.

Ainda segundo a secretaria, em março de 2020, no início da pandemia, a demanda caiu 80% em um dia normal entre as três empresas sob sua responsabilidade -Metrô, CPTM e EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

A pasta afirma ainda que a demanda é atendida com 100% da frota disponível, e que só poderá manter a totalidade da operação após a vacinação de todos os seus funcionários.

"Por isso, aguardamos as vacinas disponíveis para termos todos os nossos trabalhadores na operação e a frota integral", diz o texto.

A nota ainda afirma que a secretaria defende a implementação do escalonamento obrigatório de entrada e saída de trabalhadores em atividades essenciais de modo a desafogar o sistema. O Plano São Paulo de enfrentamento à Covid-19 faz apenas a recomendação para o escalonamento dependendo da área.

"Assim como o estado determina o fechamento de atividades não essenciais, pode determinar o escalonamento das atividades essenciais", diz o texto.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?