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Como ter uma relação saudável com seus sogros

Relacionamento entre noras, genros e sogros têm tudo para ser espinhoso. São pessoas de diferentes criações e modelos familiares variados que, de repente, se juntam. Embora a gente se incomode com algumas características de quem nos criou, a ligação emocional e os anos de experiência e convivência entre pais e filhos favorece. Mas com os sogros esse vínculo emocional não é forte, por isso o incômodo com alguns comportamentos fala mais alto. Contudo, rejeitar as relações familiares de quem amamos significa negar algo que faz parte da vida do parceiro. Ninguém está dizendo que você precisa amar os pais dele assim como ama os seus. Mas é fundamental ter respeito e tolerância. As dicas a seguir vão ajudá-la a lidar com sua grande família.

Na viagem em família

O primeiro passo é escolher um destino que agrade a todos. Não rola levar sogros que gostam do bom e do melhor para um camping ou pousada rústica. Resorts e cruzeiros acabam sendo mais democráticos. Se decidirem alugar uma casa, procure por uma em que possam ter quarto e banheiro privativos — já imaginou se estressar porque eles demoram no banho ou eles reclamarem que você deixa cabelos na pia? Melhor evitar. “E resolvam qualquer desavença que possa existir antes da viagem para que o problema não piore com a convivência intensa”, diz o psicólogo Carlos Pimentel, professor da Universidade Federal da Paraíba.

Antes de partir, conversem sobre as expectativas de gastos e passeios. O melhor é que cada um cuide das suas contas para evitar um mal-estar do tipo “Vou ter que fazer, né? Eles estão bancando” de nenhum dos lados. Claro que um pouco de gentileza não faz mal: vocês podem pagar um jantar ou aceitar que eles assumam o aluguel do carro. As vontades deles devem ser incluídas na programação. Se gostam de comer, por exemplo, deixe que escolham os restaurantes dos almoços ou jantares. E não se esqueça de tirar muitas fotos com seus sogros — acredite, você será cobrada por isso mais tarde. Mas também não é porque viajaram juntos que precisam ficar grudados. Se tiver filhos, pode contar com eles para cair na balada com o boy ou até mesmo sair sozinha. Para tornar essa experiência mais fácil, não chame de férias, chame de viagem de família. E marque uma recompensa para o mais breve possível: miniférias de casal, aí vamos nós!

Nas festas de fim de ano

Dezembro está aí e logo vocês terão de decidir onde vão passar cada data festiva e com qual família. Mas, antes de conversar sobre o que pais e sogros esperam de vocês, sentem para falar sobre o que VOCÊS gostariam de fazer. Só a partir dessa decisão devem se esforçar para conciliar as expectativas das famílias — eles devem ser agradados, mas vocês também têm de estar felizes. Por exemplo, se querem passar a virada só com os amigos, já comuniquem aos pais que só se verão no Natal. Geralmente, para os casais funciona passar a noite do dia 24 em uma casa e o almoço de Natal em outra. “É bacana entender qual data cada família valoriza mais”, diz a psicóloga Cecília Weiller, de São Paulo. Pode ser que em uma das famílias o amigo-secreto ocorra na véspera de Natal e a presença de vocês seja muito esperada… Aí, é melhor passar a noite com eles e deixar para almoçar com a outra família no dia seguinte. Dependendo da relação entre os dois lados, rola até juntar todos num mesmo evento. Dá para fazer um jantar na casa de vocês ou mesmo propor que se convide o outro lado, caso o evento seja na casa de uma das famílias. Ainda há a possibilidade de adiantar uma das comemorações e fazer um “pré-Natal” dia 23, por exemplo.

Quando há pais separados, o número de casas para visitar aumenta e talvez vocês não consigam abraçar a todos pessoalmente sem que o Natal se torne uma corrida insana contra o tempo. Neste caso e no das famílias que moram em cidades diferentes, vale aplicar a tática dos Natais alternados: um ano com a família dele, um com a sua.

Com sogros muito presentes

Telefonemas diários, grupo de WhatsApp que já começa a tocar às 8 horas e a pizza em família TODA sexta-feira — ai de vocês se faltarem! Algumas famílias são esse grude todo e custam a entender a evolução natural das coisas: à medida que os filhos crescem e adquirem autonomia, eles namoram, casam e saem de casa, não necessariamente nessa ordem. E é importante que a relação com os próprios pais se modifique nesse processo, que eles entendam que a presença dos filhos diminuirá gradativamente. Afinal, se outras pessoas entraram na vida do bebê deles, é óbvio que ele não estará mais disponível o tempo todo. “Quando os pais não conseguem lidar com essa mudança de comportamento de forma natural, cabe ao próprio filho conversar com eles”, diz a psicóloga Angelica Lie Takushi Sanda, de São Paulo. Você pode dar um toque, é claro. Mostre ao par o que a incomoda nessa relação tão próxima, porque é bem provável que ele não tenha percebido.

Quando há um sentimento de invasão, falar logo evita o desgaste da relação de vocês, já que as brigas podem se tornar frequentes. Agora, se o outro não concorda com o seu incômodo, terão que entrar em um acordo. Talvez você queira ficar mais tempo com a sua família ou até mesmo sozinha: tudo bem ele ir a alguns jantares sem você? É sobre isso que precisam conversar. Ah, o grupo de WhatsApp também pode ser revisto. Quando aparecer na tela dos celulares “Fulana saiu do grupo”, pode ficar um clima estranho no início. Mas diálogos desconfortáveis são inevitáveis para amadurecer qualquer relacionamento. Que tal sugerir que eles mantenham um apenas para pais e filhos?

Fonte: Nova Cosmopolitan.

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