Criada em 1947, a troça desfila nesta segunda-feira (24) a partir da sua sede, na rua 27 de Janeiro, no Sítio Histórico de Olinda, com início às 10h.
Nos primeiros anos, os fundadores da Pitombeira desfilavam sem fantasia. Mas, a partir de 1950, eles incorporaram a tradição e deram início, dois anos depois, a uma rivalidade com o Elefante que dura até hoje. Os versos "Olinda, quero cantar a ti esta canção", eternizadas no Hino do Elefante, foram oferecidos à Pitombeira inicialmente, que recusou a música.
O que se promete para esta manhã é um mar de amarelo e preto, as cores da Pitombeira, invadindo as ladeiras por onde a famosa orquestra da troça passar.
Meia hora depois da saída da Pitombeira, será a vez da troça Mulher na Vara, que desfila pela 27ª vez pelas ladeiras olindenses. Longe de qualquer conotação sexista, o bloco foi criado em 1993 por causa de uma foliã que quebrou o pé.
Suas amigas improvisaram uma "cadeira" com uma viga de madeira e a brincadeira ganhou fôlego ao longo dos anos. A concentração ocorre na rua da Boa Hora, no Varadouro.
Saindo de Olinda após o Mulher na Vara, dá tempo de cair no passo com um dos blocos que mais têm crescido nos últimos anos. Criado em 1997 por um grupo de jornalistas, os Amantes de Glória têm se notabilizado por reviver o Carnaval no bairro de São José.
Tendo o verde como cor característica, a agremiação tem usado obras da artista Dani Acioli em suas camisas. A concentração está marcada para as 15h, na rua da Guia, antigo ponto de prostituição do Bairro do Recife. Um dos diferenciais dos Amantes é que ninguém sabe o percurso. Basta seguir o estandarte, diz a diretoria.
