Início Variedades Ciro pretende dar mais autonomia aos estados na educação, diz membro da campanha
Variedades

Ciro pretende dar mais autonomia aos estados na educação, diz membro da campanha

CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - Uma das propostas da candidatura de Ciro Gomes (PDT) para reduzir as desigualdades educacionais no Brasil é dar mais autonomia aos estados e restabelecer o governo como responsável por direcionar ações.

É o que defendeu o irmão do presidenciável Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral (CE) e representante da campanha, durante sabatina sobre educação promovida pela Folha de S.Paulo, em parceria com o Todos Pela Educação.

O encontro foi mediado pelo repórter do jornal Paulo Saldaña, especializado em educação, e por Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos.

O prefeito explica que os governos estaduais possuem instâncias de acompanhamento das políticas de educação do município e do estado.

Com isso, podem destinar verbas e orientar recursos de acordo com as necessidades específicas de cada região, segundo leis, emendas constitucionais e programas criados pelo presidente.

De acordo com ele, o papel do governo federal não é executar projetos, mas financiar, analisar e estimular o desenvolvimento de políticas voltadas à educação na instância de cada estado.

Para tanto, Gomes defendeu o que chamou de recriação do Ministério da Educação. "O ministério deixou de existir no Brasil. Há três anos e seis meses não há projeto para nada", afirma.

Ele acredita que, por meio do fortalecimento da pasta, o Estado será um indutor de políticas, capaz de direcionar metas, financiamento e intervenções de médio a longo prazo. "Os estados-membros precisam ser convocados para essa tarefa", diz. "Precisamos diminuir Brasília e aumentar os estados."

Caso eleito, diz o prefeito, Ciro deverá começar realizando uma análise da qualidade da educação nacional e dos impactos da pandemia no ensino. O objetivo é ter dados para a criação de um plano de ação que, em 15 anos, coloque o Brasil entre os melhores países do mundo.

"Ele quer que a educação brasileira atinja um nível de Pisa", diz, em referência ao Programa Internacional de Avaliação de Alunos, prova internacional que mede o nível de conhecimentos dos estudantes.

Para isso, Ivo defende o retorno de políticas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado por Dilma Rousseff (PT) no fim de 2012 e a ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização). Ações como essas eleveariam a qualidade na educação.

"Estava caminhando muito bem. Primeiro, com avaliação, para diagnóstico preciso. Depois, o desenvolvimento de material estruturado e a formação de professores."

A aposta de um eventual governo de Ciro, segundo seu representante, é estabelecer uma base a ser continuada pelos próximos governantes, a exemplo de Sobral.

A cidade é destaque nacional na educação, com a maior nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2019 entre os municípios com mais de 100 mil habitantes. Ivo comanda o município desde 2017. Na região, governos continuam os projetos há 25 anos.

Rossieli Soares, membro da campanha de Simone Tebet (MDB), foi o primeiro convidado de uma série de sabatinas sobre educação, na quarta-feira (31). Ele comandou a Secretaria de Educação de São Paulo entre 2019 e 2022. Antes de assumir o cargo, havia sido ministro da Educação do governo Michel Temer (MDB), de abril a dezembro de 2018, e também ocupou a Secretaria de Educação Básica do MEC.

Nesta quinta, também foi sabatinado o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), representante da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Formado em ciências econômicas, Lopes é líder da bancada do partido na Câmara. É de sua autoria a Lei de Acesso à Informação.

O candidato à reeleição Jair Messias Bolsonaro foi convidado a participar das sabatinas, mas não respondeu ao convite.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?