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Cidade mineira diz ter segunda morte suspeita por cerveja contaminada

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Amazonas precisa respirar


BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Uma segunda pessoa, desta vez uma mulher, morreu com sintomas da síndrome nefroneural, causada pela contaminação por dietilenoglicol, substância encontrada em garrafas da cerveja Belorizontina, da Backer. Ela era moradora de Pompéu (a 174 km de Belo Horizonte). A informação é da prefeitura do município mineiro.

Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde não deu informações sobre a suposta segunda morte. Ainda sem a informação dessa paciente de Pompéu, o governo mineiro informou que são 17 os pacientes sob investigação. Desse total, quatro foram confirmados, com uma morte, e os demais ainda estão em apuração.

Presente em lotes da bebida, a substância causa sintomas como insuficiência renal, alterações neurológicas, vômitos e diarreias.

“Eu peço que não bebam a Belorizontina e Capixaba, qualquer que seja o lote”, afirmou nesta terça-feira (14) a diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos. "Estou sem dormir, preocupada, assustada e muito triste com tudo que aconteceu a essas pessoas."

Lebbos afirmou que a empresa passa por vistorias constantes, todas auditadas, e que prefere não fazer julgamentos sobre o que pode ter causado a contaminação.

“Nós fomos surpreendidos, assim como vocês”. Ela pediu, dizendo falar em nome das cervejarias artesanais, que o mercado não seja impactado. “Temos mais de 650 funcionários diretos e indiretos, são 20 anos de luta e história ensinando sobre a cerveja artesanal”, disse. “Eu peço que não deixem perder a história que a cervejaria artesanal construiu em Minas Gerais e no Brasil.”

Depois de voltar atrás que recorreria à Justiça por causa da determinação do Ministério da Agricultura de recolher todos os rótulos da Backer e que acataria a ordem, a cervejaria confirmou que acionou, sim, a Justiça. Em nota, diz que assim o fez "porque precisa de mais tempo para se programar para atender, da melhor maneira possível, a medida de recall" solicitado pelo ministério.

Sobre o caso de Pompéu, a secretaria municipal da Saúde diz que a mulher esteve em Belo Horizonte a passeio na casa de parentes entre os dias 15 e 21 de dezembro, no bairro Buritis. Ela apresentou os sintomas da síndrome nefroneural e morreu em 28 de dezembro.

A paciente tinha 60 anos e foi atendida pronto-atendimento da Santa Casa da cidade. “Ela chegou no hospital com sintomas muito semelhantes aos da síndrome nefroneural, mas a gente não conhecia essa doença”, afirma a gerente do pronto-atendimento, Sarah Ribeiro.

A mulher apresentou problemas gastrointestinais, com evolução neurológica e insuficiência renal aguda. “Só conseguimos fazer relação com a doença depois que saiu um comunicado estadual, no dia 7 de janeiro”, diz.

"O Pronto Atendimento [onde a mulher foi internada] entrou em contato com familiar da paciente, em que foi relatado ingestão da cerveja Belorizontina", diz o município de Pompéu, em nota.

Dos 17 casos investigados pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas, 12 pessoas são de Belo Horizonte e as demais de Ubá, Viçosa, São Lourenço, Nova Lima e São João Del Rei. O estado ainda não incluiu a morte de Pompéu no balanço.

A fábrica da Backer, no bairro Olhos d'Água, em Belo Horizonte, passou por uma nova vistoria na manhã desta terça por equipe da Polícia Civil e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Ainda segundo a empresa, todas as cervejas Belorizontina e Capixaba (mesma bebida mas com rótulo diferente para ser vendida no Espírito Santo) foram produzidas no tanque que está sendo investigado pela polícia.

O tanque, de 18 mil litros, produz cerca de 33 mil garrafas por braçagem. Como a cervejaria informa não saber como a substância dietilenoglicol se propagou, recomenda que ninguém consuma garrafas dos dois rótulos.

A empresa, diz Lebbos, passa por vistorias constantes, todas auditadas. Ela diz que prefere não fazer julgamentos sobre o que pode ter causado a contaminação.

Até a tarde desta terça, a prefeitura havia coletado 568 garrafas da Belorizontina, sendo 29 Belorizontinas dos dois lotes L1 1348 e L2 1348, nos pontos de entrega criados em Belo Horizonte.

A Backer produz as seguintes marcas, que estão envolvidas no recall pedido pelo ministério: Belorizontina, Capixaba, Backer Pilsen, Backer Trigo, Backer Pale Ale, Backer Brown, Medieval, Pele Vermelha IPA, Bravo, Exterminador de Trigo, Três Lobos, Capitão Senra, Corleone, Tommy Gun, Diabolique, Pilsen Export, Bohemia Pilsen, Julieta, Backer Reserva do Proprietário, Fargo 46, Cabral e Cacau Bomb.


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