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Castro diz que RJ tem mais de 13 mil barricadas e anuncia programa de retirada das obstruções

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), apresentou nesta segunda-feira (17), em reunião com prefeitos da região metropolitana, um programa para retirada de barricadas em ruas de acesso às comunidades.

O governo estadual prometeu disponibilizar o maquinário para a derrubada das barricadas, com retroescavadeira, motosserra e caminhão basculante, e prevê que os municípios atuem no ordenamento urbano, na remoção do entulho e na oferta de serviços públicos, como novo asfaltamento.

Castro disse que o estado vai garantir 50 "kits", frotas com caminhão, retroescavadeira e outros veículos do tipo, para o serviço nos municípios.

Segundo Castro, o estado tem atualmente 13.604 obstruções mapeadas, registradas através de drones ou relatos enviados ao Disque Denúncia. O número, segundo ele, pode ser maior.

O governador afirmou que há quatro tipos de barricadas no estado: as formadas por entulhos; as feitas com escavação do asfalto; as de concreto; e as chamadas pela polícia de "obras de engenharia", tratadas como mais complexas para serem retiradas. Algumas têm uso de eletrificação.

A promessa é de que a ação aconteça em 12 dos 22 municípios da região metropolitana, na primeira fase. Rio de Janeiro, Belford Roxo, São Gonçalo, Duque de Caxias, Japeri, Nova Iguaçu, Itaboraí, Queimados, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita e Maricá estão na programação.

A previsão é que a primeira ação aconteça na próxima semana, em um município da Baixada Fluminense.

O plano, batizado de "Barricada Zero", repete o nome da campanha de remoção de barricadas de Belford Roxo, do prefeito Márcio Canella (União), da base aliada do governador. A reunião contou com nove prefeitos, a maioria aliados de Castro. O prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) compareceu.

Entre os representantes de prefeituras comandadas pela esquerda, apenas Fernanda Ontiveros (PT), de Japeri, esteve presente. Os prefeitos de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), e de Maricá, Washington Quaquá (PT), não participaram da agenda.

Também estiveram presentes políticos da base aliada do governador, como o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

"Em vez de empurrar culpas ou problemas, chamamos as prefeitura à mesa, pedimos ajuda e convidamos a fazer um trabalho integrado", afirmou Castro em entrevista coletiva.

Castro disse que vai criar um sistema de bonificação em dinheiro para batalhões e delegacias que retirarem mais barricadas e impedirem que elas sejam retomadas.

A operação vai ser comandada pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional) estadual, com auxílio do ISP (Instituto de Segurança Pública), responsável pela criação de estatísticas criminais, as polícias Civil e Militar e a secretarias estaduais ligadas a obras, conservação e infraestrutura.

"Nosso objetivo é romper essas barreiras, reabrir vias, restabelecer serviços públicos, mas sobretudo restabelecer o direito de ir e vir nesses territórios", disse o governador.

Castro afirmou que a campanha de retirada de barricadas é continuação da operação Contenção, cuja atuação nos complexos da Penha e do Alemão, no dia 28 de outubro, deixou 121 mortos.

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