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Casa que explodiu em SP foi ocupada por diferentes membros de uma mesma família, diz advogada

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A casa que explodiu na noite desta quinta-feira (13), no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, teria passado a ser ocupada por Adir de Oliveira Mariano após familiares dele terem vivido no imóvel, de acordo com Fernanda Canno, advogada do irmão do homem.

A polícia apura se o corpo encontrado sob os escombros é de Adir, 46. O cadáver só poderá ser identificado por meio de coleta de digitais ou por DNA, o que pode levar alguns dias.

Segundo a advogada, Alessandro, irmão do morador, relatou ter alugado o imóvel há nove anos, enquanto era casado com a primeira mulher. Ele deixou a casa após a separação, há cinco anos. A ex-esposa e as filhas teriam permanecido.

"Recentemente tomou conhecimento que a ex-mulher não mais residia no local, mas, sim, o irmão. Todavia, como ele não tinha contato com o irmão já há sete anos, então, foi surpreendido pela notícia de que residia no local", afirmou Fernanda à reportagem.

A advogada relatou ter sido procurada por Alessandro, apontado pela polícia como a pessoa que alugou a residência.

As investigações apontam que Adir vivia no local há cerca de 40 dias. Desde a noite de quinta familiares tentam contato com ele, mas sem sucesso.

Vizinhos disseram não notar nenhuma movimentação atípica e que até pensavam que o local estava vazio. Uma moradora do entorno contou que o via estacionar o carro na rua, tirar caixas do interior do automóvel e levá-las para casa.

Ainda não se sabe se, no imóvel, eram somente armazenados fogos de artifício ou se também havia produção e manipulação. No entorno da casa, na rua Francisco Bueno, a reportagem observou tubos de papelão que se assemelham a pequenos morteiros espalhados pelo asfalto.

A advogada não disse se ele armazenava fogos de artifício, como aponta a investigação inicial da Polícia Civil.

Segundo o delegado Filipe Soares, responsável pela investigação, Adir tinha passagens pela polícia, em 2011 e 2012, por soltar balões. Em um dos processos ele havia sido absolvido.

Os familiares relataram para a advogada que passaram a ser ameaçados após a explosão, que destruiu casas ao redor —23 foram interditadas de forma total ou parcial.

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