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Campinas volta a fechar comércio de rua e shoppings contra coronavírus

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de 14 dias reabertos, o comércio de rua e os shoppings de Campinas voltarão a baixar as portas diante da pandemia de coronavírus. Em um decreto a ser publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da Cidade, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), determina o fechamento desses estabelecimentos, que estavam funcionando desde o último dia 8. A norma começa a valer na próxima segunda-feira (22). Segundo o decreto, os estabelecimentos continuam autorizados a funcionar somente por meio de entrega (delivery) e retirada no local. Não haverá mudança para as atividades consideradas essenciais. Apesar de a cidade continuar na zona laranja segundo determinação do estado de São Paulo, a prefeitura justifica a medida como "proteção à vida das pessoas". "Mostrar para a população que a situação da cidade não está normal e dar um alento para quem está trabalhando na linha de frente, no atendimento aos pacientes com Covid-19", diz nota. No início de junho, a prefeitura havia anunciado a reabertura, a partir de 8 de junho, de igrejas, lojas de rua, prestadores de serviços, shoppings e escritórios, por meio do programa Volta Responsável. Segundo dados disponíveis nesta sexta-feira (19) no site da prefeitura, Campinas registrou 5.228 casos confirmados de coronavírus, com 203 mortes. Levantamento do governo do estado aponta que o índice de isolamento na cidade foi de 44% na quinta-feira (18). O comitê de saúde do estado emitiu nota técnica nesta sexta-feira (19) sugerindo aos prefeitos de Campinas e Sorocaba promovam maior endurecimento. No estado de São Paulo, cidades como Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba e Barretos já não têm leitos de UTI ou estão perto do limite, segundo a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib). "Sei que essa decisão não agrada a todos, mas temos que ter prudência. Temos que tomar atitudes corretas, no momento correto e com a orientação correta; e é o que estamos fazendo em Campinas. Mas precisamos que as pessoas se conscientizem e colaborem", disse o prefeito. O decreto valerá de 22 a 29 de junho e pode ser prorrogado por mais uma semana.

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