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Câmara de Curitiba vota por cassação de vereador que protestou em igreja

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Câmara municipal de Curitiba votou, nesta terça-feira (21), pela cassação do vereador Renato Freitas (PT) --foram 25 votos a favor e 7 contrários à perda de mandato, além de uma abstenção. Aprovada em primeiro turno, a decisão não é final. Uma outra votação será realizada nesta quarta (22).

O parlamentar virou alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar após participar de uma manifestação pelos assassinatos de Moïse Kabagambe e Durval Teófilo Filho, organizada pelo Coletivo Núcleo Periférico, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

Caso o segundo turno repita o resultado, a sanção será aplicada imediatamente, pois não há mais recursos para o vereador na Câmara. A defesa dele ainda pode recorrer na justiça. Mas, caso não seja atingido os 20 votos mínimos necessários para a perda do mandato, o caso será arquivado.

Freitas e sua defesa não compareceram ao julgamento. Os advogados do vereador questionaram a legalidade da sessão, que segundo eles foi "precipitada e irregular".

"Se a sessão for mantida, a defesa julga ilegal, e pode inclusive sujeitar o presidente da Câmara a consequências de improbidade administrativa, abuso de autoridade e violação das prerrogativas da advocacia", diz o texto compartilhado pelas redes sociais do vereador.

No mês passado, antes da análise do Conselho de Ética da Câmara que aprovou o parecer pela cassação, o vereador denunciou ter recebido, em seu e-mail oficial da Câmara de Curitiba, uma mensagem racista. O texto, que supostamente teria sido encaminhado pela conta do também vereador Sidnei Toaldo (Patriota), dizia: "Volta para a senzala", e tinha outras ofensas, como mostrou o site Brasil de Fato.

"A Câmara de vereadores de Curitiba não é seu lugar, Renato. Volta para a senzala. E depois de você vamos dar um jeito de cassar a Carol Dartora e o Herivelto", diz um trecho do e-mail, que finaliza dizendo: "vamos branquear Curitiba e a região Sul, queira você ou não. Seu negrinho."

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