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Brasil tem 57 mortes por coronavírus e 2.433 casos confirmados

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Tempos amargos


BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O número de mortes pelo novo coronavírus subiu de 46 para 57 nesta quarta-feira (25), segundo o Ministério da Saúde.

Entre as mortes, 48 ocorreram em São Paulo, seis no Rio de Janeiro, uma no Rio Grande do Sul, uma no Pernambuco e uma no Amazonas.

As regiões Norte, Nordeste e Sul tiveram os primeiros óbitos confirmados pelo coronavírus nesta quarta-feira.

Ao comentar os números, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que os dados estão dentro do esperado para o mês.

"Vamos trabalhar nesse final de semana para saber quais as projeções para o próximo".

Segundo ele, a taxa de letalidade deve diminuir com o aumento da testagem de casos.

"Quando fizermos os testes rápidos, esse número de confirmados vai aumentar muito. A letalidade vai ficar menor do que 2,4%. Isso vai ser mais um elemento para que a população possa entender a dinâmica dessa virose."

O país já soma ao menos 2.433 casos confirmados do novo coronavírus. Até terça, eram 2.201 registrados.

Exames, porém, são restritos apenas a pacientes com quadros graves, o que inviabiliza a confirmação de mais casos. A orientação nestes casos é que as pessoas permaneçam em isolamento domiciliar e, se necessário, procurem atendimento em unidades de saúde.

Em pronunciamento na noite desta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro criticou o fechamento de escolas e do comércio, contrariou orientações dos órgãos de saúde e atacou governadores, o que gerou reações de entidades de saúde e na esfera política.

Nesta quarta-feira, Mandetta endossou parte do discurso ao fazer críticas à paralisação total e defendeu que medidas como isolamento e quarentena sejam melhor discutidas com governadores.

“Nesse sentido vejo a grande colaboração da fala do presidente. De chamar a atenção de todos para a economia. A maneira como vamos fazer é juntos, e com inúmeros ministros de estados. Não há um ministério que não tenha suas peculiaridades.”

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que a pasta estudará a possibilidade de recomendar um isolamento vertical, voltado a grupos de risco, como defendido por Bolsonaro, mas que a decisão caberá à equipe técnica.

"Esse é um tema que tem sido analisado e vai continuar sendo analisado. Não é porque houve uma determinação superior. Ela será implementada se nossos consultores chegarem a conclusão que esse é um caminho a ser percorrido."

Em meio a queda de braço com os estados, a pasta também anunciou o envio de R$ 600 milhões para serem distribuídos por secretarias estaduais de saúde a municípios em ações de assistência pelo novo coronavírus.

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