SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Polícia Civil recolheu para perícia as armas dos policiais militares investigados pela morte de Ruan do Nascimento, 26. Na sexta-feira (6), ele foi atingido por um tiro na Barreira do Vasco, comunidade em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro.
Moradores da localidade acusam a polícia de ter entrado à paisana na comunidade e ter matado o jovem, que tinha deficiência intelectual. Ele estava em frente a um cabeleireiro. Segundo a PM (Polícia Militar), os agentes foram "verificar local de comercialização ilegal de cobre", onde "ocorreu confronto durante a checagem".
De acordo com a Polícia Civil, a DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) instaurou inquérito para apurar o caso. Os policiais militares já foram ouvidos. "Diligências estão em andamento para esclarecer todos os fatos", completou a Polícia Civil.
Nascimento era torcedor do Vasco, clube que lhe prestou homenagem em partida realizada ontem em partida da Série B do campeonato brasileiro de futebol masculino. "Ruan era símbolo de alegria e amor ao clube", disse o Vasco.
Em entrevista ao UOL, Renan, irmão de Ruan, disse que é complicado entender o que aconteceu. "Como fizeram isso com o meu irmão? Então, ele ia fazer 27 anos agora, mas a mente dele era de uma criança", disse. "Ele era uma pessoa maravilhosa, pessoa pura. Ele era especial e as pessoas viam isso."
De acordo com a Globo News, Ruan será enterrado neste domingo (8).



