Muitos desses animais não existem naturalmente em nenhum outro continente. A Austrália tem uma diversidade muito rica e impressionante de mamíferos, com mais de 300 espécies nativas.
Especialistas disseram que milhares de cangurus e coalas morreram nos incêndios que já devastou um terço da ilha Kangaroo, na costa oeste ao sul do país.
Na capital paulista, é possível ver de perto alguns bichos que são símbolo da Austrália. Eles vivem no Aquário de São Paulo, no bairro do Ipiranga (rua Huet Bacelar, 407, Ipiranga, tel. 11 2273-5500).
COALA (PHASCOLARCTOS CINEREU)
A coala Princesa Julie chegou ao Aquário de São Paulo há cinco anos, transferida do Zoológico Darling Downs, no leste da Austrália. Uma tratadora acompanhou a vinda de Julie para o Brasil para repassar os detalhes de manejo do animal e garantir a manutenção do bem-estar do bicho.
- Distribuição geográfica: habitam o leste e sudeste australiano. Foram introduzidos também em algumas ilhas a leste da Austrália.
- Status de conservação: ameaçado (vulnerável). As principais ameaças são a destruição e a fragmentação de seu habitat, queimadas, doenças. Com a perda de habitat e a maior proximidade com os seres humanos, os coalas tornaram-se vulneráveis à predação por cachorros e a acidentes com veículos
- Alimentação: folhas de eucaliptos
- Longevidade: 20 anos
- Tamanho: 85 cm e 12 kg
CANGURUS (MACROPUS RUFUS)
Os cangurus vermelhos que vivem no Aquário de São Paulo vieram de um Zoológico no Texas. Esses bichos vivem em grupos de aproximadamente dez animais.
- Distribuição geográfica: região central da Austrália
- Status de conservação: pouco preocupante
- Alimentação: em ambiente natural se alimentam de folhas, incluindo gramíneas. No Aquário de São Paulo se alimentam de folhas, legumes e algumas frutas.
- Longevidade: 22 anos
- Tamanho: 1,60 m de altura e 90 kg
VOMBATES (VOMBATUS URSINUS)
O vombate que hoje vive no Aquário de São Paulo veio de um Zoológico da Tasmânia e é chamado de King. Os bichos são noturnos e passam até 16 horas por dia na toca. A maior parte deste tempo é gasto descansando para economizar água e energia. Os vombates costumam ser solitários, mas ocasionalmente podem ser encontrados compartilhando a mesma toca. Seu cocô cúbico já foi objeto de pesquisa.
- Distribuição geográfica: sudeste da Austrália
- Status de conservação: pouco preocupante
- Alimentação: o animal se alimenta principalmente de folhas, mas também de arbustos, cascas, fungos e raízes. No Aquário de São Paulo, consomem principalmente folhas, legumes e cereais.
- Longevidade: 30 anos
- Tamanho: 1,10 m de altura e 36 kg
EQUIDNA-DE-BICO-CURTO (TACHYGLOSSUS ACULEATUS)
As equidnas Edna e Hud foram transferidas do Zoológico de Nova Guiné. O animal é um dos três mamíferos que botam ovos no mundo, juntamente com outra espécie de equidna e com o ornitorrinco. São animais solitários, escavadores e noturnos, e se relacionam muito com o ambiente através de odores.
- Distribuição geográfica: é encontrada na Austrália, na Tasmânia e na Nova Guiné.
- Status de conservação: pouco preocupante
- Alimentação: em ambiente natural comem principalmente formigas e cupins, mas também invertebrados como minhocas, besouros e larvas de mariposa. No Aquário de São Paulo recebem uma papinha especialmente produzida para elas.
- Longevidade: 50 anos
T- amanho: 45 cm de altura e 7 kg
