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Após primeiro óbito, Piauí cobra equipamentos e investimentos de Bolsonaro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após o primeiro óbito por Covid-19 ser confirmado no Piauí neste sábado (28), o governador do estado, Wellington Dias (PT), disse à reportagem que espera uma posição do governo federal para que possa receber os investimentos, equipamentos, materiais e respiradores adequados para combater a pandemia, que infectou, até o momento, 11 pessoas no estado. "O problema mais grave é que quase não chegaram as coisas anunciadas. Nem para estados, nem municípios", reclamou Dias. "Tive que contratar pessoal extra, comprar EPI (equipamento de proteção individual), ter mais UTI e sala de estabilização, tudo isso por R$ 65 milhões. Esses bilhões que estão falando não estão chegando", apontou o governador, fazendo referência aos R$ 85,8 bilhões prometidos pelo governo federal para o combate à crise gerada pela pandemia. "O que chegou de material foi a conta-gotas. O EPI, eu comprei com antecedência, porque, se esperasse do Ministério [da Saúde], estaríamos em situação gravíssima. E precisamos dos respiradores. Não se faz uma política de segurança para coronavírus sem respirador", reclamou o governador do Piauí. No momento, o estado tem aproximadamente 210 leitos de UTI para combater o novo coronavírus, mas o ideal, segundo ele, seria alcançar em torno de 450.

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