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Apagão chega ao 3º dia com 537 mil imóveis sem luz em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No terceiro dia de apagão em São Paulo, 537 mil imóveis continuam sem luz nesta segunda-feira (14), segundo balanço divulgado pela Enel no início da manhã.

De acordo com a empresa, o serviço foi normalizado para 1,5 milhão de clientes e as equipes em campo receberam reforços do Rio de Janeiro e do Ceará.

Na capital, a falta de energia elétrica afeta 354 mil imóveis. O apagão atinge também municípios como Cotia (36,9 mil), Taboão da Serra (32,7 mil) e São Bernardo do Campo (28,1 mil).

Os problemas no fornecimento de energia afetam o funcionamento de estações elevatórias e boosters, equipamentos que transportam a água para locais mais altos.

Nessa segunda, o impacto da falta de energia na distribuição de água ocorre em regiões de São Paulo, Cotia, Santo André, Embu das Artes, Cajamar e Mauá.

VEJA OS BAIRROS AFETADOS

- Capital paulista: Americanópolis, Vila Clara, Capão Redondo, Pirajussara, Jardim Mimás, Jardim Aeroporto, Jardim Antártica, Jardim Peri, Jardim Peri Alto e Jardim Santa Cruz;

- Cotia: Jardim Atalaia; Santo André: Jardim São Gabriel, Jardim Santo André, Jardim Marek, Jardim Santo Antônio de Pádua e Cidade São Jorge;

- Cajamar: Jordanésia;

- Embu das Artes: Jardim Vila Alegre;

- Mauá: Zaíra, Vila Tavares, Sítio Bela Vista, Jardim Cruzeiro, Jardim São Gabriel, Jardim Miranda D'Aviz, Jardim Paranavaí, Jardim Alto da Boa Vista, Jardim Zaíra-Macuco, Jardim Zaíra, Parque das Américas.

Segundo balanço da prefeitura, até o momento houve queda de 386 árvores.

"Destas, 109 aguardam a atuação da empresa Enel para que as equipes municipais iniciem o trabalho. Ressaltamos que o monitoramento e a atualização dos números seguem em curso", afirmou a gestão Ricardo Nunes (MDB).

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que vai intimar a Enel para explicar os problemas. A concessionária, responsável pela distribuição de energia na Grande São Paulo, terá 60 dias para se defender depois que o processo começar.

Depois desse período, poderá ser pedida a caducidade (o rompimento) do contrato com a empresa italiana.

Além disso, a Aneel afirmou que a resposta da Enel ao apagão ficou abaixo do esperado, e a companhia ainda não tem um prazo definido para restabelecer completamente o fornecimento de energia elétrica aos consumidores afetados na cidade de São Paulo e na região metropolitana.

O Procon-SP também anunciou que vai notificar a Enel para explicar a demora para a volta da energia.

A Enel afirma que o temporal registrado na sexta (11), que afetou o sistema de transmissão, vai obrigar a empresa a fazer a "substituição de quilômetros de cabos, postes e outros equipamentos" na rede de baixa tensão, que foi a mais atingida.

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