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Anvisa investiga morte de adolescente, mas mantém indicação de vacina da Pfizer

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está investigando a morte de uma adolescente de 16 anos após aplicação da vacina contra a Covid-19 da Pfizer.

Em nota, a agência afirma que foi informada na quarta (15) que no último dia 2 ocorreu uma reação adversa grave em uma adolescente após aplicação do imunizante. "No momento, não há uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina", diz a Anvisa.

Segundo a agência, os dados recebidos "são preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina".

"A Anvisa já iniciou avaliação e a comunicação com outras autoridades públicas e adotará todas as ações necessárias para a rápida conclusão da investigação. Entretanto, com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina", segue a nota.

A agência diz ainda que irá realizar reunião com a farmacêutica e os responsáveis pela investigação do caso para obter mais informações. E que monitora todos os imunizantes autorizados e distribuídos no Brasil.

"Os dados gerados com o avançar do processo vacinal em larga escala são cuidadosamente analisados em conjunto como outras autoridades de saúde. Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus o risco para todas as vacinas, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos", segue.

A agência aprovou a utilização da vacina da Pfizer para crianças e adolescentes entre 12 e 15 anos em junho deste ano. A Anvisa diz que para isso, foram apresentados "estudos de fase 3, dados que demonstraram sua eficácia e segurança".

"Com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações da bula aprovada, destacadamente, quanto à indicação de uso da vacina da Pfizer na população entre 12 e 17 anos", continua a Anvisa em nota.

Nesta quinta (16), o governo Jair Bolsonaro (sem partido) mudou regras da campanha de imunização contra a Covid-19 e passou a recomendar que adolescentes sem comorbidade não sejam vacinados.​

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, atribuiu o recuo a dúvidas sobre a segurança na imunização destes jovens e criticou estados que já começaram a imunizar os menores de 18 anos.

Pegos de surpresa, Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) pediram posicionamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre a vacinação de adolescentes sem comorbidade. Isso porque a agência autorizou o uso do imunizante da Pfizer em jovens de 12 a 17 anos.

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