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Ambulante lucra com venda de máscara no transporte público de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na periferia de São Paulo, muitas pessoas aderiram ao uso da máscara, que passou a ser obrigatória no transporte público da cidade nesta segunda-feira (4). Alguns ambulantes até lucraram com a nova medida imposta por estado e prefeitura. Parado em frente às catracas de acesso ao terminal, um vendedor ambulante vendia máscaras de pano personalizadas por R$ 5 a unidade, na tarde desta segunda. Antes da obrigatoriedade do uso do insumo, ele comercializava os itens por R$ 3. "Até a semana passada, eu fazia girar umas 50 máscaras por dia, mais ou menos. Só hoje, já vendi mais de 200", afirmou o vendedor, que pediu para não ter o nome divulgado, acrescentando que não fará mais promoções, nem dará descontos aos seus clientes a partir desta segunda. A atendente de padaria Poliana Lima da Silva, 32 anos, usa todos os dias o terminal de ônibus do Grajaú (zona sul da capital paulista), bairro onde mora, para ir até o trabalho, em Santo Amaro, também na zona sul. Ela afirmou ter visto todos os ocupantes dos ônibus que pegou usando máscaras, na ida e no retorno do serviço nesta segunda-feira (4), da mesma forma que ela afirmou já fazer uso antes da obrigatoriedade determinada pela prefeitura. "Mas na semana passada, a maioria das pessoas não usava máscara. Só obrigando [a usar o item] pro povo ganhar consciência", disse. Poliana ainda testemunhou um passageiro sendo impedido de entrar no coletivo, que ela usou para retornar para o Grajaú, pelo fato do homem estar sem máscara. Ao constatar a ausência do item de prevenção, o motorista informou ao passageiro sobre a lei e vetou o ingresso dele no ônibus, afirmou a atendente. "Ele tentou argumentar, mas não teve jeito e ficou sem embarcar", relembra Poliana. A empacotadora Bárbara Suelen, 21, e seu marido, o autônomo Igor da Silva, 20, criam cães da raça shitzu para complementar a renda de casa. Ambos estavam em frente ao Terminal do Grajaú, por volta das 15h30 desta segunda, aguardando um cliente ir buscar um filhote de dois meses. "Como o filhote é quietinho, resolvemos trazer ele de ônibus mesmo, escondido na mochila", explicou Bárbara. Ela e o companheiro moram no Jardim Castro Alves, na zona sul. Durante o trajeto, ambos afirmaram ter visto todos os passageiros usando máscara. Porém, da semana passada para trás, segundo o autônomo, a maioria das pessoas não usava o item de proteção. Ele disse que, mesmo com a obrigatoriedade do uso das máscaras, se sente exposto a eventuais contaminações pela Covid-19. "Tenho receio de pagar o coronavírus por ter que segurar nas barras de ferro do ônibus", exemplificou.

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