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Amazônia bate recorde de alertas de desmatamento no 1º trimestre

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os alertas de desmatamento na Amazônia em março deste ano caíram cerca 15% em relação ao mesmo mês de 2021. Os primeiros três meses do ano, porém, bateram recorde em alertas de devastação no histórico recente dos dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), não ficando muito longe dos 1.000 km² de floresta derrubada.

Nos primeiros três meses deste ano, a Amazônia já soma perdas de 941,34 km². Antes do ano atual, somente 2020 tinha tido o primeiro trimestre do ano com destruição similar, ao registrar 796,95 km² de floresta derrubada.

O número é elevado para a época, meses em que as chuvas na região costumam derrubar os dados de desmatamento.

O recorde não chega a ser surpreendente, considerando que os meses de janeiro e fevereiro deste ano foram de recordes do histórico recente do Deter, com início em 2015/2016.

O Deter é um programa do Inpe com a função de auxílio a ações de fiscalização e contenção de desmatamento, com acompanhamento da floresta em tempo praticamente real. O projeto também é capaz de indicar tendências no desmate.

Anos eleitorais costumam ter crescimento no desmatamento, e não só na Amazônia, o que torna o cenário problemático considerando as altas taxas de destruição dos anos recentes do governo Jair Bolsonaro (PL), as mais elevadas em mais de uma década.

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