Para ele, a fama do personagem Ramiro é sinal de oportunidade: "É bonito ver o público ir ao teatro para encontrar o Ramiro e, aos poucos, perceber que eles se distanciaram do personagem da novela para acompanhar uma história que trata de violência, racismo e intolerância", declara. "Ramiro era um assassino que teve o caráter transformado por causa do amor e muita gente foi impactada pela história", explica o ator.
Amaury agora apresenta o espetáculo A Luta , adaptação de Ivan Jaf para a terceira parte do romance Os Sertões , de Euclides da Cunha (1866-1909), que lhe rendeu uma interação marcante no aeroporto de Cuiabá, enquanto desembarcava para atuar nos palcos da cidade.
Ainda de mala na mão, o artista foi abordado por um rapaz, um tanto nervoso, que avisou ter vindo de Rondônia para assisti-lo no teatro e queria dividir com ele uma passagem da sua vida. "Ele me contou que foi expulso de casa por ser homossexual e, depois de doze anos sem contato com a família, recebeu um telefonema do pai pedindo perdão e dizendo que passou a entendê-lo por causa da novela", diz o intérprete de Ramiro. "É tão lindo ver o alcance de um debate gerado pela televisão em um país tão diverso que só posso me orgulhar", finaliza.
A apresentação de A Luta chega em São Paulo em maio.



