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Afastado do cargo, Manga diz ser alvo de 'clara tentativa de assassinato de reputação'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito afastado de Sorocaba (SP) Rodrigo Manga (Republicanos) disse nesta sexta-feira (14) ser alvo de "uma clara tentativa de assassinato de reputação" ante o inquérito da PF (Polícia Federal) que o aponta como líder de um esquema de corrupção no município.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Manga afirmou que "mentiras foram replicadas em todos os meios de comunicação" e declarou ser vítima de uma perseguição iniciada "quando comecei a despontar em pesquisas eleitorais para o Senado, governo e até a presidente".

"Tentaram, tentaram, tentaram. E conseguiram queimar a minha imagem", afirmou.

Afirmou ainda que sua vontade era "explicar tudo em detalhes, mostrar os fatos e dar nome aos bois para que todos entendessem a verdade", acrescentando que isso não é possível porque o processo ainda está em andamento.

"Existem coisas que eu não posso falar. Mas podem ter certeza: na hora certa eu vou explicar tudo."

Manga disse também que "o jeito que a gente fez política e os resultados que nós alcançamos incomodaram muita gente" e que "eles podem até tentar apagar a luz por um tempo, mas não vão conseguir tirar o brilho do nosso trabalho".

"Eu estou com vocês, e em breve estaremos juntos outra vez."

Manga foi afastado do cargo no último dia 6 por determinação do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). A decisão veio no âmbito de um inquérito que apura supostos desvios na administração de Sorocaba.

A representação da PF pelo afastamento afirmou que Manga lidera uma "extensa e complexa estrutura criminosa com o objetivo de enriquecer ilicitamente às custas da administração pública mediante atos de corrupção". Ele nega.

O grupo, segundo a PF, é responsável por desvios milionários em mais de uma frente contratual.

A decisão que afastou Manga fala em uma "suposta contabilidade paralela que evidenciaria o funcionamento da organização criminosa" com lançamentos de valores a partir de contratos de saúde, transporte público, coleta de lixo, serviços de engenharia e também de vigilância patrimonial.

Nesta sexta, a defesa do prefeito afastado disse à Folha que "já foram tomadas as providências cabíveis visando reverter o ilegal e arbitrário afastamento do cargo, ressaltando que a medida fora imposta de forma completamente desproporcional e desnecessária".

Em nota, disse também rechaçar com veemência "as acusações e medidas impostas e aguarda que a investigação seja arquivada com brevidade, elidindo-se as injustas ilações vazadas".

A decisão do TRF-3 também o proibiu de conversar com servidores públicos e decretou, além disso, a prisão preventiva de três pessoas apontadas como operadoras do suposto esquema.

Além dos apontamentos de propina, a PF diz também que Manga atua para descredibilizar a operação desde que foi alvo da primeira operação, em abril deste ano.

Na época ele gravou vídeo e promoveu, segundo a corporação, "um bizarro espetáculo de deboche e desdém que rapidamente ganhou repercussão nacional".

A investigação diz que Manga zomba "audaciosa e desavergonhadamente dos órgãos responsáveis pela persecução penal" e ainda explora isso economicamente.

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