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Ação da GCM na cracolândia fecha ruas no centro de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma ação da GCM (Guarda Civil Metropolitana), em conjunto com a Polícia Militar, provocou o fechamento de ruas no entorno da praça Princesa Isabel, em Campos Elíseos, centro de São Paulo, para onde a cracolândia se mudou recentemente. A operação ocorreu na manhã desta quinta-feira (5)

Segundo relatos de quem acompanhou a ação, houve confronto entre guardas-civis e usuários de drogas, com o uso de bombas. Procurada, a GCM não retornou até a publicação desta reportagem. À reportagem, um agente afirmou que frequentadores do local e pessoas que moram na praça atiraram pratos e outros objetos neles.

Segundo um policial militar, frequentadores do local colocaram fogo na pista da esquerda da avenida Duque de Caxias. O trecho foi interditado ao trânsito entre a alameda Barão de Limeira e a avenida Rio Branco.

Outras ruas, como Conselheiro Nébias e General Rondon, também foram bloqueadas pela Polícia Militar, além de todo o entorno da praça. PMs que participaram da ação disseram que apenas deram apoio à Guarda.

Lojas de acessórios de veículos na avenida Duque de Caxias estavam com as portas abaixadas e só começaram a reabrir por volta de 12h10, quando aos poucos o trânsito passou a ser liberado.

No mês passado, a Prefeitura de São Paulo instalou grades para dividir a praça Princesa Isabel, separando assim frequentadores e moradores de rua das equipes que trabalham no projeto de revitalização do local, que fica no centro da capital paulista.

Em março, a praça se tornou o novo endereço da cracolândia, depois que os usuários de drogas deixaram o entorno da praça Júlio Prestes, que fica a poucas quadras de distância.

Há divergências, contudo, entre versões da polícia, da prefeitura e de integrantes de movimentos sociais sobre o que motivou a mudança.

O fim da cracolândia chegou a ser anunciado pelo então prefeito de São Paulo, João Doria, em maio de 2017, após ação policial que desmantelou a feira de drogas que ocorria a céu aberto.

Os usuários de drogas passaram alguns dias aglomerados na praça Princesa Isabel e voltaram a ocupar as ruas no entorno da praça Júlio Prestes logo depois.

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