- A cúrcuma é muito utilizada na Medicina Ayurveda por suas propriedades antiinflamatórias e antioxidantes o que provocou um crescente interesse da Medicina ocidental na prevenção e/ou tratamento de patologias. Seu principal componente, a curcumina, modula a resposta inflamatória via COX-2, lipoxigenase e óxido nítrico sintaze indutível. Além de inibir a produção de citocinas inflamatórias como a TNF-alfa, NFkappa-beta ILs (1,2,3,6,8) e MCP. Por conta disso ela pode proteger contra o câncer, artrite, condições oculares, gastrointestinais, pancreatite, doenças cardiovasculares, dislipidemias, entre outras. A promoção de um tumor está intimamente ligada a um estado pró-inflamatório e a curcumina diminui esse componente. Sua ação em estudos clínicos abrange a inibição da carcinogênese coloretal, pâncreas, gástrica, próstata, hepática, mama, orais e leucemia. Ela sequestra os radicais livres e impede a peroxidação lipídica protegendo contra doenças cardiovasculares como a aterosclerose e danos oxidativos ao DNA. Ela vem sendo utilizada contra condições gastrointestinais como a dispepsia, infecção por H pilory, doença de Crohn, síndrome do intestino irritável e colite ulcerativa. Estudos mostraram que ela ajuda na melhora dos sintomas como dor abdominal, inchaço, alterações no trânsito intestinal e frequência de evacuação alta. Ela também participa das fases de detoxificação hepática melhorando o seu funcionamento. Alguns estudos demonstraram que ela pode interferir na atividade e absorção de alguma drogas quimioterápicas e por isso nesses casos deve haver indicação médica. Referência: JURENKA, J.S. et al. Anti-inflammatory properties of curcumin, a major constituent of Curcuma Longa: a review of preclinical and clinical research. Alternative Medicine Review, v.14, n.2, 2009. Por Joyce Rouvier
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