Turismo - Orsine Jr - SOS Musa-Parte 1

SOS Musa-Parte 1

Por ORSINE JR.

12/05/2021 18h16 — em Turismo

Foto: Divulgação/MTur)

Mundialmente conhecidos como grandes atrativos, os parques e reservas naturais são fontes inegáveis de potenciais fluxos turísticos. E aqui no Amazonas, temos um dos Jardins Botânicos mais bonitos do Brasil, nacionalmente conhecido como a maior área florestal urbana do Brasil, o museu vivo da Amazônia pede socorro e luta tenazmente contra as dificuldades financeiras básicas. 

Sem investimentos e sem público, por conta da pandemia, o museu a céu aberto corre o risco de fechar as portas. Reduzindo, desde então, severamente, as receitas necessárias para sua sustentação, que se limitou a serviços e doações e a uma bem-sucedida campanha de adoção de árvores. Com a abertura do comércio houve a recuperação parcial do oxigênio para manter vivo o Musa. Porém, ainda há muito que se recuperar e lutar pelo parque.     

Uma das dificuldades é justamente a sua porta de entrada. Não há conhecimento de nenhum outro parque de reserva natural do mundo com uma estrutura tão inadequada, como observamos no Musa, onde se encontra um terminal de integração de passageiros, o qual já deveria ter sido mudado de lugar para um local adequado nas proximidades.

Outra dificuldade do Musa é a falta de apoio do Distrito Industrial que não investe em preservação ambiental e não ajuda no patrocínio do Jardim Botânico. Poderíamos também ver, entre tantos TAC’s (Termo de Ajustamento de Conduta) e multas estabelecidas pelas secretarias de meio ambiente, tais valores serem revestidos diretamente para ajudar o parque.

A Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado do Amazonas precisam cuidar e proporcionar uma melhor infraestrutura ao Musa, que é um dos principais cartões postais da cidade. E que deve ser tratado com igual importância de outros grandes pontos turísticos, como Teatro Amazonas e Praça São Sebastião. O Musa merece ser tratado com o merecido valor de “Casa da Ópera da Natureza”.

O Museu da Amazônia é um lugar belíssimo, com ótimas atrações e pouco explorado na cidade, assim também o Parque do Mindú que possui ótimas trilhas e atrativos. Desde 2019, o Museu conta, para seu financiamento, apenas com recursos provenientes de ingressos e serviços; além dos incentivos à cultura e auxílios de pesquisas.

A despesa do parque é alta, somando entre manutenção e pessoal, o valor de aproximadamente R$ 150 mil por mês. A campanha SOS é urgente para que não ocorra o fechamento, e precisa sensibilizar empresas e manauaras empenhados em criar e manter um jardim botânico local. A visitação devido à pandemia, tão sentida em nosso turismo, ainda não conseguiu suprir essas dificuldades e cobrir as despesas. O Musa pede socorro!


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