Quem troca de celular ou passa a usar o Pix por um aparelho que nunca fez transferências antes encontra um limite bem mais apertado nos primeiros dias: no máximo R$ 200 por transação e R$ 1.000 por dia. A regra, definida pelo Banco Central, vale para todas as instituições financeiras e de pagamento ligadas ao Pix e tem um objetivo claro: dificultar a vida de criminosos que conseguem acesso a um celular roubado, clonado ou invadido e tentam esvaziar a conta da vítima rapidamente por um aparelho desconhecido.
Para transferir valores maiores, o usuário precisa cadastrar formalmente o novo dispositivo junto ao banco ou à instituição de pagamento — um processo que costuma levar algumas horas, justamente para dar tempo de identificar qualquer movimentação suspeita antes de liberar valores altos. A medida faz parte de um conjunto mais amplo de regras que o Banco Central vem reforçando para o Pix, com normas próprias para o rastreamento de contas usadas em fraudes.
Esse limite anda ao lado de outra ferramenta de proteção, o chamado bloqueio cautelar: quando um banco identifica indício de fraude em uma transferência recebida, ele pode reter o valor por até 72 horas para analisar o caso com mais calma, em vez de liberar o dinheiro na hora. As instituições também são obrigadas a trocar entre si sinais de risco, numa tentativa de travar o mesmo golpe antes que ele se repita com outras vítimas.
Para quem mora em Manaus e no interior do Amazonas, a dica prática é evitar deixar o cadastro do novo celular para a última hora: em caso de viagem, troca de aparelho ou perda do celular antigo, vale cadastrar o dispositivo novo no aplicativo do banco com antecedência, antes de precisar fazer um Pix de valor mais alto com urgência.
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