A Meta, controladora de plataformas como Facebook e Instagram, passou a adotar nesta terça-feira (15) uma nova política de privacidade que prevê o uso das conversas dos usuários com sua inteligência artificial para aprimorar a segmentação de anúncios. Segundo a empresa, a mudança busca tornar a publicidade e os conteúdos sugeridos, como posts e reels, mais alinhados aos interesses do público.
Além do direcionamento de anúncios, a companhia informou que as interações com sua IA e informações publicamente disponíveis dos usuários do Threads também serão utilizadas para treinar e aperfeiçoar seus sistemas de inteligência artificial. A Meta afirma que o objetivo é melhorar o desempenho e a relevância de suas ferramentas.
A atualização amplia uma prática iniciada em 2024, quando a empresa passou a usar fotos e publicações públicas do Facebook e do Instagram no treinamento de seus modelos de IA. Na ocasião, a medida gerou críticas e foi questionada pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) devido à falta de transparência.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) chegou a suspender a iniciativa, mas liberou sua retomada cerca de dois meses depois, após a Meta apresentar ajustes e esclarecer de forma mais detalhada como os dados seriam utilizados. Desde então, a empresa vem reforçando a comunicação sobre suas políticas de uso de informações.
Usuários que não desejarem ter seus dados públicos empregados no treinamento da IA podem se opor ao compartilhamento por meio de um formulário disponibilizado pela Meta. Após o envio da solicitação, a empresa confirma por e-mail que as informações do perfil e de contas vinculadas não serão usadas. Quem já fez a oposição em 2024 não precisa repetir o procedimento.

