Co-fundador da Apple diz que dinheiro não importa

Por Portal do Holanda

15/11/2014 15h19 — em Tecnologia

Stephen Gary Wozniak nasceu em São José, na Califórnia, há 64 anos e se tornou um apaixonado por engenharia e ciência da computação. É hoje uma espécie de herdeiro da idolatria antes dedicada a seu homônimo, sócio e amigo, Steve Jobs, morto em 5 de outubro de 2011 com 56 anos, vítima de câncer. Em 1976, Woz com 26 anos e Jobs com 20 criaram a Apple, ícone do empreendedorismo dos Estados Unidos, repleto de riscos e de gente disposta a encarar esse risco colocando dinheiro numa ideia. Durante as duas décadas em que conviveram mais intensamente, ficou claro que Woz era o contrário de Jobs. Este irritadiço, obcecado, emocionalmente instável. Aquele, brincalhão, tranquilo, de bem com a vida. Em vários momentos, brigaram (inclusive por dinheiro), mas também se tornaram milionários e se divertiram muito, quase sempre ao som de Bob Dylan. Woz e Jobs são gênios. Um não aconteceria sem o outro.

Na palestra que concedeu em São Paulo, Woz foi questionado sobre o que o que o motiva. “Dinheiro não é o ponto. A vida é felicidade. O cara que morreu e que se divertiu contando piada com os amigos. Quero ser lembrado assim. Felicidade significa sorrisos e menos cara feia. Procuro sorrisos.” Um jornalista quebra o clima sentimental e, questões técnicas retomadas, pergunta a Woz o que ele acha da “internet das coisas”, a tendências das empresas de colocarem equipamentos como geladeiras, carros e outros objetos ligados na rede. “Eu acho uma curtição. Muitas coisas da minha casa, eu checo do meu celular. Mas o que mais gosto de fazer é tocar a buzina do carro de onde eu estiver. Quando faço isso, minha esposa sabe que estou pensando nela.” Novos suspiros emocionados do público. Woz encerra sua participação, exibe uma camisa da seleção brasileira que ganhou de presente e sai ovacionado.

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