Pesquisa experimental com polilaminina mostra recuperação de movimentos em animais com paralisia crônica
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trouxe resultados considerados promissores no campo da regeneração nervosa. A equipe liderada pela professora Tatiana Sampaio testou a substância polilaminina em cães com paralisia causada por lesão medular crônica — e observou recuperação parcial de movimentos em parte dos animais tratados.
A pesquisa envolveu seis cães que haviam perdido os movimentos das patas traseiras após lesões na medula espinhal. Um dos casos que chamou atenção foi o de Teodoro, que voltou a movimentar as patas após receber aplicação da substância diretamente na coluna, combinada com sessões de fisioterapia intensiva.
Segundo os pesquisadores, quatro dos seis animais apresentaram melhora motora após o protocolo experimental. A polilaminina atua como um biomaterial capaz de estimular a regeneração de fibras nervosas danificadas, favorecendo a reconexão neural em áreas afetadas por lesões antigas.
O estudo foi divulgado nacionalmente pelo programa Fantástico, em 2025, gerando grande repercussão nas redes sociais e na comunidade científica. Especialistas destacam, no entanto, que o tratamento ainda está em fase experimental e requer novos testes, ampliação da amostra e acompanhamento de longo prazo antes de qualquer aplicação clínica em larga escala.
A pesquisa reforça o potencial da medicina regenerativa no tratamento de lesões medulares — uma das áreas mais desafiadoras da neurologia — e abre caminho para futuras investigações que poderão beneficiar tanto animais quanto, futuramente, seres humanos.

