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História emocionante de sapateiro cego de um olho está mobilizando o Brasil

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Tudo começou com uma postagem. Ela esclarece tudo e foi escrita por um jovem chamado Renan Souza. Julio Cesar só tem uma roupa, é cego de um olho e não foi empregado por ser gordo. Com isto, alguém o ensinou a engraxar sapatos e com isso ele consegue reunir um dinheiro toda semana para passar um dia em um hotel para dormir bem, tomar banho e lavar sua roupa. Veja o relato e, se puder, ajude:



"Pessoal,

Hoje, após o trabalho, resolvi ir caminhando do trabalho até uma hamburgueria que gosto muito, na Rua Joaquim Floriano.
Pedi um lanche para viagem e fiquei sentado, esperando, em um pequeno banco ao lado de fora da loja, até que o Julio Cesar apareceu.

Ele chegou comendo um pão francês e perguntou se poderia engraxar meu sapato. Respondi que sim, mas somente depois que ele terminasse sua refeição. Perguntei se ele queria dividir o banquinho e ele, meio sem jeito, aceitou.

Conversamos por alguns minutos até ele acabar o lanche e começar seu serviço.

Enquanto conversávamos, decidi que iria tentar ajudar esse rapaz.

O pouco que ele me contou de sua história, replico aqui:

Julio Cesar morava ao norte do Estado de Minas Gerais, de acordo com ele, em uma cidadezinha próximo a Bahia. Confesso que não me lembro o nome.

Julio Cesar veio para São Paulo com garantia de um emprego. Seria seu primeiro, já que não pode estudar (analfabeto, não completou a 1ª série) devido a pobreza e a falta de escolas perto de casa. Além disso, ele é deficiente visual (só enxerga com o olho direito).

Quando chegou a São Paulo, não conseguiu o emprego prometido. Desistiram de lhe contratar porque ele é obeso.
No entanto, alguma alma caridosa o acolheu e lhe ensinou uma profissão, Sapateiro.

Com uma mochila nas costas, onde carrega graxa, cola de sapateiro, cadarços, zíper para bolsas e suas injeções de insulina (além de tudo, ele também é diabético), Julio me contou que, pelo menos uma vez por semana, dorme em um hotel, onde consegue descansar e lavar sua roupa, a que está vestindo nas fotos e é a única que possui.

Perguntei se conseguia falar com sua família, então ele me mostrou um celular. Disse que carrega a bateria quando dorme em um hotel, para conseguir falar com sua família.

Faz 3 anos que Julio vive nessa rotina.

Prometi que iria ajuda-lo e que iria lhe dar o melhor hambúrguer mais gostoso que iria comer em sua vida.

Já cumpri a parte do hambúrguer. Agora, falta, realmente, ajuda-lo.

Prometi encontra-lo sexta-feira, para engraxar outro sapato, mas pretendo dizer que consegui ajuda-lo de alguma forma...

Se alguém quiser falar com ele, o telefone é: 95243-2512.

Se algum se sensibilizar e quiser ajudar também, estou arrecadando doações. Pode ser roupas, ou se puder, doar qualquer valor para envia-lo para sua casa, no norte de Minas.

Mande email para [email protected]

Se não puder ajudar, pelo menos, compartilhe. Quem sabe não encontramos alguém que o conheça e possa ajuda-lo ainda mais!"

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