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Maior acelerador de partículas do mundo é ‘religado’

RIO - Maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons (LHC) foi “religado” nesta sexta-feira após parada regular para manutenção no inverno no Hemisfério Norte, verão no Brasil. Desde o início da madrugada no horário local, feixes de prótons voltaram a circular no grande anel de 27 km de extensão do equipamento, instalado junto à sede do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na fronteira da Suíça com a França.

Com isso, o LHC dá início ao seu sétimo ano de operações científicas, o quarto com a energia recorde de 13 teraelétron-volts (TeV) – unidade usada na física de partículas com base na relação intercambiável entre energia e matéria (massa), dada pela famosa equação E = mc2 da Teoria da Relatividade de Albert Einstein. Nesta volta à ativa, no entanto, o acelerador também vai funcionar com uma “luminosidade” maior, basicamente uma maior quantidade de efetivas colisões entre partículas a cada “rodada” do acelerador, que também se traduz em mais dados sobre estas interações.

Assim, cresce a expectativa entre os cientistas de que o LHC finalmente revele uma “nova física”, jogando luz sobre alguns dos maiores mistérios atuais da ciência, como a natureza da matéria escura; a existência da chamada “supersimetria”, extensão do Modelo Padrão da física de partículas que prevê a existência de “versões” maiores e mais “pesadas” das partículas fundamentais do Universo; e o porquê de nosso Universo ser constituído praticamente apenas de matéria apesar de a teoria do Big Bang prever a formação de quantidades iguais de matéria e antimatéria quando de sua “criação”; além de mais informações sobre as propriedades de partículas já conhecidas, em especial do bóson de Higgs, apelidado de “partícula de Deus”, responsável por “dar” massa a todas as outras e cuja existência foi comprovada pelo próprio LHC em 2012.

Caso contrário, os cientistas terão que ter paciência, já que em dezembro deste ano o LHC vai interromper novamente suas operações para obras de melhorias com duração de dois anos que deverão levá-lo a funcionar com a energia máxima para o qual foi desenhado, 14 TeV, e “luminosidade” ainda mais alta a partir de 2021 e 2022, respectivamente.

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