A surdez é um problema que atinge aproximadamente 9,7 milhões de brasileiros, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A doença pode ter causas variadas e pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, desde um recém-nascido até a terceira idade.
Todo recém-nascido precisa ser submetido a uma triagem auditiva neonatal universal, chamada de “Teste da Orelhinha”, que o primeiro exame com o objetivo de diagnosticar, o mais precocemente possível, a surdez e, assim, poder tratá-la também desde bem cedo.
A surdez pode ser provocada por um trauma (acidente de automóvel ou uma perfuração acidental) ou excesso de pressão. Uma perda auditiva decorrente da idade, segundo a medicina, pode ser retardada, desde que seja diagnosticada precocemente.
De acordo com o Otorrinolaringologista do sistema Hapvida, Marcus Duarte, o tratamento para casos de surdez só pode ser determinado, a partir do diagnóstico e das causas do problema, e afirma que dependendo da situação, o paciente pode ter uma perda parcial ou total da capacidade de ouvir.
“O tratamento pode ser tanto clínico quanto cirúrgico, isso vai depender da causa. Uma desarticulação de cadeia pode levar o paciente à cirurgia para substituição dessa cadeia circular. Se houver uma perfuração timpânica, a cirurgia vai reconstituir o tímpano. Existem várias outras causas. Já o tratamento clínico, que não é cirúrgico, é por meio do uso de prótese auditiva, aparelho auditivo, implante coclear ou prótese de orelha média”, informa o especialista.

Para o médico, ainda não há como prevenir a doença e dá algumas orientações de como proceder para evitar o problema, como “consultas periódicas, cuidados com a dieta (alimentação adequada pode evitar a perda auditiva), evitar a exposição a ruídos intensos, evitar fones de ouvido”, orienta o médico.
Segundo Marcus Duarte, não há medicação específica para prevenir a surdez. “Ela realmente está mais ligada aos hábitos de vida. É sempre bom fazer atividade física, evitar o tabagismo, ter uma dieta balanceada e não se expor com frequência a ruídos intensos”, orienta o Otorrinolaringologista do sistema Hapvida.


