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OMS confirma variante híbrida Deltacron

OMS confirma variante híbrida Deltacron
OMS confirma variante híbrida Deltacron

Cientistas do L'Institut Pasteur em Paris, na França, forneceram evidências sólidas que comprovam a existência de uma cepa do novo coronavírus que combina as variantes delta e ômicron. 

Maria van Kerkhove, líder técnica de covid da OMS (Organização Mundial da Saúde), postou nas redes sociais que os recombinantes eram "esperados, especialmente com intensa circulação de omicron e delta", e que sua equipe estava "rastreando e discutindo" a variante. 

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, também postou sobre a notícia na web: "Sabemos que eventos recombinantes podem ocorrer, em humanos ou animais, com múltiplas variantes circulantes de #SARSCoV2. Precisamos esperar pelos experimentos para determinar as propriedades desse vírus. Importância do sequenciamento, análise e compartilhamento rápido de dados ao lidarmos com essa pandemia.".

Apesar do nome causar um forte primeiro impacto, segundo o Uol, os pesquisadores não acreditam que a descoberta seja motivo de preocupação, pois agora há imunidade substancial na população humana contra ambas as variantes, então não há razão para pensar que isso representaria um risco maior. Além disso, o primeiro caso, em Soissons, foi rastreado até janeiro, o que significa que já teria decolado se tivesse alguma vantagem real em uma população, como a ômicron fez em novembro e dezembro.

De acordo com a análise do código genético da "deltacron", sua "espinha dorsal" é derivada da variante delta, enquanto seu pico - a parte do vírus que se liga às células humanas - é da ômicron. Os vírus recombinantes surgem quando um paciente é infectado com duas variantes ao mesmo tempo, e a combinação ocorre quando suas células se replicam juntas.

 

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