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Especialista faz alerta para surto de caxumba, conheça sintomas e cuidados

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Desde abril deste ano, foram registrados mais de 200 casos de caxumba, segundo documento expedido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). A incidência maior é nas escolas. Segundo a médica pediatra Mariana Boratto, diretora do Centro Médico São Francisco, o aumento nos casos da doença, deve-se à falha vacinal secundária, termo técnico usado quando as pessoas adquirem uma doença da qual já haviam sido imunizadas.

“Até 2006, a vacina tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola, era aplicada em apenas uma dose, mas sabe-se que a imunização contra a doença exige duas. Atualmente, ela é aplicada duas vezes em pessoas até 19 anos”, conta ela.

A especialista conta, ainda, que, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a eficácia de uma dose da vacina contra caxumba é de 66% e de duas doses, 88%. “Esses números são calculados comparando a incidência da doença em populações vacinadas e não vacinadas. Há, no País, uma geração de jovens adultos que não foram vacinados ou que tomaram apenas a primeira dose. Isso pode explicar a propagação do vírus”, comenta.

Entre os principais sintomas da caxumba estão: inchaço na região do pescoço, dor ou dificuldade para engolir, cefaleia e febre não muito alta. “Ela (caxumba) é uma doença de transmissão respiratória, disseminação de gotículas ou por contato direto com a saliva de pessoas infectadas. Por isso, crianças que ficam em ambientes mais fechados (creches, escolas, aeroportos, shoppings), têm uma chance maior de adquirir o vírus”, alerta a médica.

E justamente por se tratar de uma doença muito comum em crianças, é que o os adultos devem também ser vacinados. Devem receber duas doses da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) os pacientes de 1 a 29 anos de idade. A partir dos 30 anos de idade até os 49, é necessário apenas uma dose. Grávidas não podem ser imunizadas. Caso a pessoa não lembre ou não tenha os comprovantes de vacinação, ela deve procurar uma unidade de saúde.

Tratamento

Apesar de não existir um tratamento específico para a doença, alguns cuidados devem ser tomados, como o repouso para dar condições de o organismo reagir contra o vírus, por exemplo. Também é recomendada a ingestão de bastante líquido, além de uma boa alimentação.

A caxumba pode ser transmitida antes mesmo dos primeiros sinais e sintomas da doença. Após o início dos sintomas, o doente pode transmitir por um período de sete a dez dias.  Por isso, a orientação é que a pessoa com caxumba diagnosticada se afaste do ambiente de estudo ou trabalho por um período mínimo de nove dias. “Embora seja uma enfermidade de evolução benigna, em alguns casos podem ocorrer as seguintes complicações: inflamação dos testículos e dos ovários (que pode resultar em esterilidade), meningite asséptica, pancreatite, neurite e surdez”, revela Mariana.

Apesar do organismo adquirir resistência em pessoas que já contraíram a doença, ela pode se manifestar novamente. “Acredita-se que a imunidade seja de caráter permanente. Todavia, raros são os casos de reinfecção pelo vírus da caxumba. Em geral, uma vez infectada, a pessoa adquire imunidade contra a doença. É descrito, no entanto, que se a infecção se manifestou apenas de um lado, o outro pode ser afetado em outra ocasião”, finaliza.

 

 

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