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Detox digital? Instituto ajuda pessoas que são viciadas em internet

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Detox digital? Instituto ajuda pessoas que são viciadas em internet
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Uma média de 20 pessoas com sintomas de dependência na internet são atendidas todas as sextas-feiras no grupo Delete, do Instituto de Psiquiatria (Ipub) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nos últimos três anos, ao menos 500 pessoas que sofriam com o problema passaram por tratamento na unidade.

O número reflete uma tendência global: entre 2014 e 2015, a quantidade de pessoas viciadas em smartphone cresceu quase 60% em todo o mundo, indica pesquisa do Instituto Flurry Analytics.

Sintomas como a necessidade de checar as redes sociais frequentemente e ansiedade quando se está longe do celular são comuns nos pacientes. “Atendemos a uma média de 20 pessoas todas as sextas-feiras ). É uma quantidade surpreendente. Vários pacientes chegam com a saúde bem debilitada, agravada pela maneira deseducada de se usar o celular, e acabam orientados a buscar ajuda médica especializada urgente”, conta a psicóloga e doutora em saúde mental Anna Lúcia King, fundadora do grupo de apoio.

A estudante de design Yasmin Frazão, de 21 anos, desenvolveu transtorno por acordar toda madrugada para conferir e-mails e redes sociais. “Aciono mais de mil vezes por dia os comandos do celular”, afirma ela, em entrevista ao jornal O Dia.

O vício na tecnologia pode levar a complicações ortopédicas, psicológicas e oftalmológicas. A geração atual, que começa a despertar sobre a necessidade de se educar urgentemente quanto ao uso do telefone móvel, está sendo cobaia de diversos transtornos da saúde, que só serão conhecidos no futuro”, alerta Anna.

O site do projeto contém uma série de sugestões para a desintoxicação digital e possui testes que medem o grau de dependência de celular e outros aparelhos tecnológicos.

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