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Saúde e Bem-estar

Cuidados no Carnaval: herpes genital está 'em alta' no Brasil

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Manaus/AM - Especialistas afirmam: as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) estão em alta no Brasil e o tabu em torno do uso de preservativo é uma das maiores preocupações, principalmente na época de Carnaval. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), estima-se que somente no Brasil, entre 10 e 12 milhões de pessoas estejam infectadas com herpes genital, ainda que não apresentem sintomas. A incidência maior da doença é registrada em pacientes com mais de 18 anos e aqueles que possuem uma vida sexual mais ativa.

O problema, segundo o órgão ministerial, é que a maioria dos brasileiros tem o vírus em estado dormente, sem apresentar o sintoma clássico que é o ferimento nos órgãos genitais: a estimativa é de que 80% da população tem a doença na forma simples, porém uma parcela pequena desenvolve a doença e outra menor ainda tem chance de recorrência.

“Herpes é um vírus bastante comum, de alta prevalência no mundo inteiro. Como não é uma doença de notificação compulsória, os dados não são compilados pelos órgãos oficiais, mas a estimativa é de que uma em cada dez mulheres e um em cada 20 homens tenham a doença”, afirmou o urologista Giuseppe Figliuolo,

Aproximadamente 417 milhões de pessoas, entre 15 e 49 anos de idade, estão infectadas pelo vírus do tipo 2, que é transmitido principalmente através de relações  sexuais, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), que não descarta também o tipo 1 como fator de preocupação.

No Brasil, a doença foi a terceira mais pesquisada no País, segundo dados do Google, atrás somente de febre amarela e ansiedade. “O acesso à educação e à informação sobre as infecções sexualmente transmissíveis é essencial para proteger a saúde e quebrar os preconceitos. Além de manter os exames em dia, o paciente deve sempre procurar um médico de sua confiança, pois essa relação de credibilidade é fundamental. O profissional não está ali para julgar o comportamento de ninguém, mas para auxiliar na busca por saúde e tratamento, quando necessário”, alerta Figliuolo.

O especialista aponta que sintomas como bolhas, feridas, infeção urinária com desconforto, ardência ou dor ao urinar ou coceira leve e sensibilidade em alguns locais da região genital são sinais que podem estar relacionados à herpes genital. Nas mulheres, as áreas comumente acometidas são a vulva e a entrada da genitália, e, em alguns casos, podem chegar até o colo do útero. Nos homens, as lesões são mais comuns na glande (final do falo), no prepúcio e no corpo do falo, podendo surgir lesões também nos testículos. Parte interna das coxas, lesões ao redor do orifício retal e nas nádegas são mais incomuns, mas não estão descartadas.

“O importante é o bem estar do paciente, ele se sentir seguro e ter qualidade de vida. Por isso, mesmo que não haja sintomas, no caso do herpes genital, aconselhamos a consulta com especialista para retirar quaisquer dúvidas que possam existir”, explicou o urologista Giuseppe Figliuolo.

Embora não tenha cura, o herpes genital é uma doença que tem tratamento e pode ser controlada, evitando o contágio e o aparecimento novamente dos sintomas recorrentes da infecção.

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