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Caxumba pode trazer complicações graves

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Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) apontam que, de abril para cá, Manaus já registrou mais de 230 casos de caxumba, sendo escolas e creches os principais focos da incidência até o momento. O médico infectologista e consultor médico do Laboratório Sabin, Marcelo Cordeiro, alerta que os pais devem ficar atentos aos cuidados com a doença.

“A caxumba é uma doença viral que acomete, principalmente, as parótidas (glândulas salivares que ficam logo abaixo da mandíbula), sendo seus principais sintomas o inchaço do pescoço até os ouvidos, calafrios, dores de cabeça e ao mastigar, além de fraqueza e, algumas vezes, febre. A caxumba é altamente contagiosa, sendo transmitida através do contato com gotículas e perdigotos (saliva expelida pela tosse) de pessoas infectadas”, explica o especialista.

Embora não seja uma regra, a caxumba costuma acometer mais as crianças e jovens adolescentes. Nos casos graves, ela pode causar surdez, miocardite, pancreatite, meningite e, raramente, levar a morte. “Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou dos ovários (ooforite) nas mulheres e levar à esterilidade. Por isso, é necessário redobrar a atenção nestes casos e ter acompanhamento médico”.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir a caxumba é através da vacina.  Ela está disponível em postos de saúde para crianças a partir de um ano. Quem não tomou as duas doses na infância também pode procurar um posto e se imunizar, ou clínicas particulares que oferecem a proteção. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a eficácia de uma dose da vacina é de 66%, já com duas doses sobe para 88%. Indivíduos doentes não devem comparecer à escola ou ao trabalho durante nove dias após início da doença.

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