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Terremoto de magnitude 6 sacode Golfo de Áden e reacende debate sobre sismos no Brasil

Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o Golfo de Áden, ao norte da Somália, na noite de quinta-feira (27), por volta das 21h07 (horário de Brasília), a apenas 10 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro ficou a 145 quilômetros da cidade somali de Caluula. Até a manhã desta sexta-feira, nenhum alerta de tsunami havia sido emitido e não houve registro de mortes, feridos ou danos materiais significativos.

A magnitude mede a energia liberada no foco do abalo em uma escala logarítmica, o que faz um tremor de 6,0 ser dez vezes mais forte que um de 5,0. Terremotos rasos, como este, tendem a ser sentidos com mais intensidade na superfície, mesmo sem causar destruição. A região fica próxima ao encontro das placas tectônicas Núbia, Somali e Arábica, área conhecida por atividade sísmica frequente.

Apesar de estar localizado no meio de uma placa tectônica, longe de bordas como essa, o Brasil também registra tremores, geralmente mais fracos, monitorados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que integra a Rede Sismográfica Brasileira. Em junho deste ano, a instituição registrou atividade sísmica na região de Tucuruí, no Pará, lembrando que o país não está livre de abalos, mesmo sem fronteiras de placas em seu território.

Entender terremotos distantes ajuda a dimensionar riscos locais. Segundo o Centro de Sismologia da USP, moradores que sentirem tremores no Brasil podem registrar a ocorrência na plataforma pública "Sentiu aí?", contribuindo para o mapeamento da sismicidade nacional.

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