O Brasil criou 165.827 empregos formais em agosto de 2026, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos, segundo o Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. São Paulo foi o estado que mais contribuiu para o resultado ao longo do ano, com saldo positivo de 306.883 vagas no acumulado de janeiro a agosto, mais que o dobro do registrado por Minas Gerais, segunda colocada no ranking nacional.
No acumulado de 2026, o país soma 1.134.033 postos de trabalho com carteira assinada, alta de 2,41% frente ao mesmo período do ano anterior. O setor de serviços respondeu pela maior parte das contratações, com 697.859 vagas (+3,05%), seguido pela construção civil, que cresceu 6,79% e abriu 200.431 postos, ritmo impulsionado por obras de infraestrutura e pelo aquecimento do mercado imobiliário em estados como São Paulo.
Embora São Paulo lidere em número absoluto de vagas, o Amapá teve a maior expansão proporcional do mercado de trabalho no país, com alta de 6,30% no estoque de empregos formais, à frente de Piauí (4,27%) e Acre (4,09%). Já o comércio foi o setor que menos gerou vagas na comparação anual, com apenas 9.300 postos a mais, reflexo da cautela do consumidor em meio aos juros ainda elevados.
Em São Paulo, cujo mercado de trabalho concentra a maior fatia da criação de vagas do país, o resultado consolida a trajetória de recuperação do emprego formal observada desde o início do ano e mantém o estado como o principal motor da geração de postos com carteira assinada no país, à frente de Minas Gerais (123.176 vagas) e Rio de Janeiro (77.670 vagas) no acumulado de 2026.
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