São Paulo responde por 37,76% de todo o uso observado da IA Claude no Brasil, segundo o Anthropic Economic Index (dados de maio de 2026), a maior fatia entre os 24 estados brasileiros com números publicados. Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 9,39%, seguido por Minas Gerais, com 7,9%. O índice mede o volume de conversas atribuídas a cada estado dentro do total do país, não o quanto a população proporcionalmente usa a ferramenta, já que estados mais populosos tendem a concentrar mais conversas.
Entre as ocupações cujas tarefas mais aparecem nas conversas em todo o país, a categoria Computação e Matemática lidera, com 23,8% de participação, seguida por Artes, Design, Entretenimento e Mídia (13,55%) e Educação (12,79%). Em São Paulo, a fatia de Computação e Matemática sobe para 26,63%, e o pedido mais comum feito à IA no estado é criação de conteúdo e redação (26,78%), à frente de desenvolvimento de software (14,42%).
Na prática, quem trabalha com tecnologia, design ou produção de conteúdo em São Paulo tende a encontrar a IA já incorporada ao dia a dia de escrita e programação. As conversas no estado se dividem quase meio a meio entre um estilo mais colaborativo, em que a pessoa permanece envolvida na tarefa (48,86%), e um estilo mais direto, em que a IA é instruída a entregar o resultado pronto (51,14%) — uma diferença de estilo de uso, não uma medida de substituição de postos de trabalho.
No comparativo internacional, o Brasil tem índice de uso de 0,96, praticamente igual à média global de 1,0, e ocupa a 61ª posição entre 121 países cobertos pelo levantamento, que classifica conversas de forma anonimizada e agregada, sem identificar usuários individuais.



Aviso