São Paulo responde por 37,76% de todo o uso do Claude, assistente de inteligência artificial da Anthropic, registrado entre estados brasileiros, segundo o Anthropic Economic Index, levantamento da empresa sobre como e por quem a ferramenta é usada. O estado tem quase quatro vezes mais participação do que o segundo colocado, o Rio de Janeiro, com 9,39%, e concentra sozinho mais uso do que boa parte dos demais estados somados. No outro extremo do ranking, Rondônia aparece com a menor fatia registrada entre as unidades federativas com dado publicado, 0,42%.
O levantamento mostra que, em São Paulo, conversas ligadas a profissões de tecnologia e matemática respondem por 26,6% do uso da ferramenta, a maior fração entre as categorias profissionais mapeadas no estado. Em seguida aparecem tarefas ligadas a artes, design, entretenimento, esportes e mídia (13,8%), educação (9%), apoio administrativo (8,6%) e gestão (7,8%). Entre os pedidos mais comuns feitos por usuários paulistas, criação de conteúdo e redação lideram, com 26,8%, à frente de desenvolvimento de software, com 14,4%.
No Brasil como um todo, o uso do Claude está mais concentrado em tarefas de trabalho (57,35%) do que em uso pessoal (31,12%) ou ligado a estudos (11,52%), segundo o índice. A divisão entre automação, quando a IA executa a tarefa sozinha, e aumento, quando ela apoia uma pessoa que ainda decide o resultado, é praticamente igual no país: 51,18% e 48,82%, respectivamente. A Anthropic ressalva que esses números descrevem apenas conversas observadas na ferramenta e não permitem concluir se empregos estão em risco ou serão substituídos por IA.
Na prática, o retrato mostra que o uso de IA para tarefas de trabalho no Brasil segue de perto o polo econômico e tecnológico do país: quem atua com programação, criação de conteúdo digital, design e comunicação em São Paulo tende a recorrer mais à ferramenta no dia a dia profissional do que trabalhadores das mesmas áreas em estados menores. Isso não significa que o restante do país fique de fora do uso de IA: estados com participação nacional pequena podem liderar em usos específicos, caso do Maranhão em tarefas escolares. Os dados desta reportagem têm referência em maio de 2026 e foram consultados diretamente na base pública do Anthropic Economic Index.




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