Levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre tecnologia da informação, do IBGE, divulgado em julho de 2026 com dados de 2025, mostra que 81,3% dos domicílios do Maranhão têm sinal de rede móvel disponível, a menor proporção entre as 27 unidades da federação. O indicador mede a presença de sinal de celular no domicílio, não necessariamente a qualidade ou a velocidade da conexão.
Apesar da posição no ranking nacional, o acesso à internet nos lares maranhenses cresceu 139,3% entre 2016 e 2025, segundo a mesma pesquisa. O uso da rede entre moradores com 60 anos ou mais teve o salto mais expressivo no período, de 7,9% para 61,1% da população dessa faixa etária. Já 50,1% dos maranhenses que acessam a internet o fazem exclusivamente pelo celular, sem computador em casa.
A pesquisa do IBGE não detalha, no material consultado, quais municípios do Maranhão puxam a média estadual para baixo, nem separa a cobertura por operadora de telefonia.
Na prática, depender de sinal de celular instável costuma significar mais dificuldade para fazer aula à distância, participar de reunião de trabalho por vídeo ou emitir nota fiscal para quem vende produtos pela internet, atividades que exigem conexão estável justamente nos momentos em que o sinal costuma falhar. O crescimento do acesso à internet no estado nos últimos anos, apontado pelo próprio IBGE, sugere que a diferença em relação ao restante do país deve seguir sendo tema de novos levantamentos do instituto.


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