Entre os dias 1º e 2 de setembro de 2026, percorri a BR-319, saindo de Manaus, no Amazonas, passando por Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Igapó-Açu, Realidade e Humaitá, até chegar a Porto Velho, em Rondônia.
Foram dois dias de viagem que me permitiram observar de perto a realidade de uma das rodovias mais importantes da Amazônia.
Minha intenção foi registrar, através do meu trabalho jornalístico e do documentário “BR-319 – Da Amazônia para o Mundo”, não apenas as dificuldades da estrada, mas também o trabalho que está sendo realizado e a esperança de quem depende dessa ligação entre o Amazonas e Rondônia.
MANAUS – CAREIRO DA VÁRZEA
Saí de Manaus no dia 1º de setembro e iniciei minha viagem em direção ao Careiro da Várzea.
Nesse primeiro trecho, observei a importância da ligação entre Manaus e o interior do Amazonas. A viagem começa mostrando uma característica muito própria da região: a necessidade de conciliar o transporte rodoviário com as travessias sobre os rios.
CAREIRO DA VÁRZEA – CAREIRO CASTANHO
Depois de Careiro da Várzea, segui pela BR-319 em direção ao Careiro Castanho.
Nesse trecho, observei as condições da rodovia e percebi que a viagem exige atenção dos motoristas.
Também pude perceber como a manutenção da estrada é fundamental. Em uma região de clima e características ambientais tão particulares, não basta construir: é necessário conservar e manter a trafegabilidade.
CAREIRO CASTANHO – IGAPÓ-AÇU
Seguindo viagem, avancei em direção a Igapó-Açu.
À medida que fui entrando em áreas mais isoladas, os desafios ficaram mais evidentes.
Durante o percurso, observei trabalhadores e máquinas atuando em alguns trechos da BR-319.
Essa foi uma das imagens que mais me chamou a atenção durante a viagem.
Eu vi pessoas trabalhando para melhorar as condições da estrada, e isso representa esperança. Mas, ao mesmo tempo, a realidade que encontrei também me mostrou que ainda existe muito a ser feito.
É necessário avançar os trabalhos.
IGAPÓ-AÇU E AS TRAVESSIAS
Na região de Igapó-Açu, encontrei uma realidade marcada pela presença dos rios e pelas dificuldades de infraestrutura.
As travessias fazem parte da história e da realidade da BR-319.
É importante destacar, porém, que as condições e estruturas de travessia vêm mudando ao longo dos anos, com a construção e liberação de novas pontes em pontos que anteriormente dependiam de balsas.
Por isso, durante minha viagem, preferi registrar aquilo que efetivamente encontrei no percurso, sem transformar informações de diferentes períodos em uma única fotografia da BR-319.
TRECHO DO MEIO
Ao avançar pelo chamado Trecho do Meio, percebi por que essa região é considerada um dos grandes desafios da rodovia.
Eu encontrei trechos que exigem atenção, planejamento e paciência.
As condições da estrada podem variar e, em períodos de chuva, os problemas podem se tornar ainda mais difíceis.
Também encontrei trabalhadores atuando na rodovia.
Eu vi o trabalho acontecendo.
Mas também vi que é preciso continuidade.
Uma estrada dessa dimensão, atravessando uma região como a Amazônia, exige planejamento permanente, manutenção e investimentos contínuos.
PONTES E ESTRUTURAS
Durante a viagem, observei a importância das pontes para garantir a continuidade da BR-319.
Algumas estruturas que historicamente representavam pontos críticos da rodovia já passaram por intervenções e foram substituídas por novas pontes.
Ao mesmo tempo, existem outras estruturas previstas para o chamado Trecho do Meio.
Essa realidade mostra que a recuperação da BR-319 não pode ser tratada como uma única obra. É um processo que envolve pavimentação, recuperação, manutenção, pontes, drenagem, sinalização, segurança e outras estruturas necessárias para garantir a trafegabilidade.
REALIDADE
Seguindo viagem, passei pela região de Realidade.
Nesse trecho, senti ainda mais a dimensão da Amazônia e o isolamento de determinadas áreas.
As distâncias são grandes e a estrutura disponível ao longo da estrada é limitada.
Durante minha viagem, percebi que quem percorre a BR-319 precisa se preparar.
É necessário planejar combustível, alimentação, água, condições do veículo e tempo de viagem.
Não é uma viagem comum.
É uma viagem que exige preparação.
REALIDADE – HUMAITÁ
Continuei minha jornada em direção a Humaitá.
Depois de enfrentar os diferentes trechos da rodovia, ficou ainda mais clara para mim a importância da manutenção e da continuidade dos trabalhos.
Eu acredito que a BR-319 pode representar muito mais do que uma ligação entre dois estados.
Ela pode contribuir para a integração regional, para o transporte de pessoas e mercadorias e para o acesso a serviços e oportunidades.
HUMAITÁ – PORTO VELHO
No dia 2 de setembro, continuei minha viagem de Humaitá até Porto Velho.
Ao chegar a Rondônia, encerrei uma jornada de dois dias que me permitiu conhecer a BR-319 de uma maneira diferente: não apenas através de informações, imagens ou relatos de outras pessoas, mas percorrendo a estrada e observando pessoalmente sua realidade.
O QUE EU VI NA BR-319
Eu vi trabalhadores.
Eu vi máquinas.
Eu vi pontes.
Eu vi rios.
Eu vi trechos que precisam de manutenção.
Eu vi dificuldades.
Eu vi longas distâncias.
Eu vi a força da floresta.
Mas também vi esperança.
A presença de trabalhadores em alguns pontos da rodovia mostra que existem esforços sendo realizados. O que eu defendo é que esses trabalhos tenham continuidade e avancem cada vez mais.
Não estou falando apenas de asfalto.
Estou falando de uma infraestrutura completa, capaz de oferecer segurança e condições adequadas para quem precisa utilizar a BR-319.
É PRECISO AVANÇAR
Depois de percorrer o trajeto entre Manaus e Porto Velho, minha conclusão é simples:
É necessário avançar os trabalhos na BR-319.
É preciso recuperar os trechos que precisam de intervenção, construir e melhorar as pontes necessárias, cuidar da drenagem, garantir manutenção, sinalização e segurança.
Tudo isso deve ser feito com responsabilidade, respeitando a legislação ambiental e a floresta amazônica.
Eu acredito que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos.
A população da Amazônia merece ser ouvida.
Quem vive na região merece melhores condições de transporte.
E o Brasil precisa conhecer a realidade de quem enfrenta essa estrada todos os dias.
Minha câmera registrou aquilo que meus olhos encontraram.
Meu trabalho jornalístico vai mostrar essa realidade.
E o documentário “BR-319 – Da Amazônia para o Mundo” nasce justamente desse compromisso: mostrar a Amazônia a partir de quem está nela, percorre seus caminhos e conhece seus desafios.
Eu percorri a BR-319.
Eu vi os desafios.
Eu vi trabalhadores.
Eu registrei a realidade.
E, depois dessa experiência, deixo uma mensagem:
A BR-319 precisa avançar.
Como diz a Bíblia:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1
Eu acredito que chegou o tempo de avançar, com responsabilidade, planejamento, respeito à Amazônia e compromisso com as pessoas.
Rômulo Sena
Jornalista, escritor e produtor do documentário
“BR-319 – Da Amazônia para o Mundo”
Manaus – Careiro da Várzea – Careiro Castanho – Igapó-Açu – Realidade – Humaitá – Porto Velho
Viagem realizada em 1º e 2 de setembro de 2026.
Rômulo Sena
Escritor Brasileiro • Autor de Vários Livros • Jornalista • Professor • Poeta • Apresentador de TV • Palestrante Fundador da Escola Arte e Cultura Amazonas – Brasil
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