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Sem poder realizar ensaios técnicos no Sambódromo, agremiações ocupam áreas movimentadas da cidade

RIO - Sem a Marquês de Sapucaí disponível para ensaios técnicos oficiais por falta de verba, escolas de samba do Grupo Especial estão levando seus componentes para esquentar os tamborins nas ruas da cidade. Além dos desfiles realizados nos bairros onde ficam suas quadras, as agremiações estão escolhendo áreas de grande movimento para se apresentar. No domingo, por exemplo, dois mil integrantes da São Clemente atraíram um público de aproximadamente três mil pessoas até o Aterro do Flamengo. A iniciativa, além de ajudar na organização de alas e ritmistas, serve para renovar a ideia de que carnaval é uma festa popular.

— Na Avenida, o carnaval é comercial, uma disputa. Mas a festa é popular. Esses ensaios promovem uma aproximação maior com o público. As quadras estão vazias. Foi um ano de muito fracasso. Temos que nos aproximar, atrair o folião. Os blocos cresceram porque são populares, estão na rua — diz o presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes.

A ideia do dirigente era fazer três ensaios. Mas a agremiação, que apresentará enredo sobre os dois séculos da Escola de Belas Artes da UFRJ, só obteve autorização para um — eles tiveram que pedir autorização para a prefeitura, a Superintendência da Zona Sul e o Iphan, e enviaram uma comunicação à Polícia Militar. Para o coordenador do Centro de Referência do Carnaval da Uerj, Felipe Ferreira, a iniciativa é positiva:

— O cancelamento dos ensaios no Sambódromo deixou as escolas numa situação em que elas precisam reagir. Estão aproveitando a lição dos blocos. É muito interessante elas olharem esse movimento e começarem a ocupar as ruas.

A VEZ DE IMPERATRIZ E BEIJA-FLOR

Neste fim de semana, Imperatriz Leopoldinense e Beija-Flor irão para as ruas, respectivamente, amanhã e domingo. A escola de Ramos, que apresentará o enredo é “Uma noite real no Museu Nacional”, em homenagem aos 200 anos da instituição, fará o ensaio às 16h, perto do lago principal da Quinta da Boa Vista. Um segundo desfile está marcado para o dia 3 de fevereiro.

Já a azul e branco de Nilópolis ocupará a Avenida Atlântica, a partir das 14h, entre os postos 3 e 6. Esta não será a primeira vez que a Beija-Flor ensaiará em Copacabana. Na década passada, os integrantes costumavam treinar na Zona Sul. Segundo o diretor de carnaval, Laíla, este ano eles farão um “ato cívico” na orla, com participação de todos os grupos que já foram vítimas de preconceito, como mulheres, negros e gays.

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