O estado do Rio de Janeiro registrou 144 focos ativos de incêndio entre 1º de julho e 6 de agosto de 2026, aumento de 66% em relação ao mesmo período de 2024 e 2025, segundo dados do programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), cruzados com o Painel do Fogo do Censipam e com o monitoramento do Cemaden-RJ.
Campos dos Goytacazes lidera o ranking estadual, com 106 focos, equivalente a 21,3% do total do estado e à 19ª posição entre todos os municípios do país no período. Em seguida aparecem São Francisco de Itabapoana, com 32 ocorrências, São João da Barra, com 25, Cabo Frio, com 21, e Paraíba do Sul, com 20.
Do total registrado no estado, 47 focos, cerca de um terço, ocorreram dentro de unidades de conservação. Somente entre 27 de julho e 2 de agosto foram identificados 45 focos, o equivalente a 31% do total do período analisado, e mais 27 focos surgiram nos quatro dias seguintes.
O avanço do fogo levou à suspensão da visitação ao Pico da Caledônia, em Nova Friburgo, desde 31 de julho. Calor acima da média, baixa umidade e ventos fortes são apontados como fatores que favoreceram a propagação das chamas na região serrana do estado.



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