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Policiais militares do Rio presos por furto a banco estão em Brasília

BRASÍLIA — Os dois policiais militares da ativa do Rio de Janeiro que foram presos por furto a banco, na madrugada de sábado, estão em Brasília. Eles foram trazidos com o resto dos detidos pelos policiais civis do Distrito Federal que efetuaram a prisão. A informação contraria nota oficial da PM fluminense, . Questionado novamente pelo GLOBO, nesta quarta, a corporação respondeu: "Eles não estão na Unidade Prisional da PM. Estão, de fato, em Brasília".

Os policiais estão num batalhão específico para detenção de militares. Wendel Ferreira da Silva e Luís Edbrandes da Silva são suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furto a bancos. Segundo as investigações da Polícia Civil do DF, os PMs deram apoio logístico e operacional ao bando no Rio.

Parte do grupo havia assaltado, cerca de seis meses antes, um terminal eletrônico em Águas Claras, cidade vizinha a Brasília. A polícia do DF começou a investigar o caso e, somente no último sábado, conseguiu prender os assaltantes em flagrante tentando furtar uma agência do Banco do Brasil em Vargem Grande.

Ferramentas, uma pistola Glock 360 e um rádio de comunicação da PM do Rio está entre os itens apreendidos na operação. O aparelho tem no visor eletrônico a informação: "31º BPM". Segundo o delegado Fernando Cesar Costa, da Polícia Civil do DF e responsável pela ação, afirmou que o equipamento estava na frequência da região onde o furto iria ser cometido. A intenção era monitorar movimentações da polícia que colocassem em risco o plano de assaltar o banco.

Luís Edbrandes foi preso na cena do crime. Já Wendel Ferreira dava suporte logístico, segundo as investigações. Eles são apontados como o elo da organização, cujos integrantes são do Sul do país, no Rio. A função dos dois PMs fluminenses seria mapear agências bancárias vulneráveis, além de garantir que as forças de segurança locais não atrapalhassem os planos do grupo. Os PMs também davam apoio de logística, providenciando veículos e casas para os assaltantes na cidade.

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