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No verão, advogados ficam livres da gravata

RIO - Por conta das altas temperaturas do verão, o Tribunal de Justiça do Rio decidiu dispensar os advogados do estado da obrigatoriedade de vestirem terno e gravata nas dependências do Fórum. O ato normativo, assinado na última terça pelo presidente do TJ-RJ, desembargador Milton Fernandes de Souza, e pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Claudio de Mello Tavares, atende a um pedido feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e vai vigorar até 20 de março, o último dia do verão. Este é o quinto ano em que a entidade faz a solicitação, mas o tribunal só autorizou duas vezes.

— É uma luta antiga da Ordem. Trata-se de uma questão da cultura da advocacia, e até mesmo alguns profissionais da área têm dificuldade para entender a questão. O calor está cada vez mais forte em vários pontos do estado, e nós recebemos diversos pedidos de advogados, principalmente os mais jovens — explica Felipe Santa Cruz, presidente da OAB-RJ.

A desobrigação de terno e gravata é válida também durante as audiências e para os profissionais que estiverem atuando em processos que tramitam na segunda instância. Santa Cruz diz que a medida não isenta os advogados de se vestirem formalmente e até os ajuda a estarem mais bem trajados durante a estação mais quente do ano.

— Numa cidade que registra 40 graus, podemos estar muito malvestidos se estivermos suando muito de terno e gravata. Podemos estar muito mais bem trajados se estivermos de camisa social, em compatibilidade com as tradições brasileiras em vez das inglesas — afirma o presidente da entidade.

*Estagiário sob supervisão de Luciano Garrido

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