Prefeito intermedeia diálogo entre rodoviários e empresários do transporte

Por Portal do Holanda

04/12/2014 23h53 — em Amazonas

 

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto reuniu nesta quinta-feira, 04, no Palácio Rio Branco, no Centro, com representantes do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas para conseguir um acordo entre os trabalhadores e os empresários do sistema de transporte urbano a fim de evitar que a população sofra com novas paralisações.

Ao fim da reunião, os rodoviários concordaram em não paralisar o sistema, enquanto o prefeito pedirá ao sindicato patronal que atenda a pelo menos duas cláusulas do dissídio coletivo aprovado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e deixe que as demais tramitem normalmente no Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, o prefeito tem ajudado, atuando nas intermediações entre os trabalhadores e o sindicato patronal para evitar grandes conflitos. 

Arthur Neto adiantou que deve constar no acordo o comprometimento dos rodoviários em não realizar sucessivas greves, que segundo ele, desgastam tanto os trabalhadores, quanto os usuários do transporte coletivo. O prefeito também propôs que os empresários e a prefeitura atuem em conjunto para aperfeiçoar o sistema.

A prefeitura se comprometeu, ainda, em cobrar junto com outros prefeitos das grandes cidades a desoneração da cadeia produtiva dos ônibus para tornar mais barata a renovação da frota e fazer com que o sistema fique menos caro. 

De acordo com o prefeito, a prefeitura vai continuar a lutar para implantar os corredores exclusivos para aumentar a velocidade média dos coletivos e, consequentemente, desonerar os impactos sobre as tarifas. Para isso, é preciso a implantação de um novo modal, que será decidido em parceria com o Governo do Estado. “Tudo indica que será o Bus Rapid Transit (BRT). 

A prefeitura do Rio de Janeiro vai nos enviar técnicos e nos fazer uma exposição do modelo. Lá (no Rio) funciona. Aqui nós podemos fazer a mesma coisa, mas incluindo e fazendo alterações nos projetos iniciais. Para isso é preciso receber recursos federais”, destacou.