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Witzel diz que respeita decisão do STJ sobre afastamento e reitera que jamais cometeu atos ilícitos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Wilson Witzel (PSC) afirmou que respeita a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que confirmou sue afastamento do Governo do Rio de Janeiro por seis meses nesta quarta-feira (2), mas reiterou que "jamais cometi atos ilícitos". "Respeito a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Compreendo a conduta dos magistrados diante da gravidade dos fatos apresentados. Mas, reafirmo que jamais cometi atos ilícitos", escreveu Witzel em rede social. "Não recebi qualquer valor desviado dos cofres públicos, o que foi comprovado na busca e apreensão. Continuarei trabalhando na minha defesa para demonstrar a verdade e tenho plena confiança em um julgamento justo", acrescentou. Witzel desejou ao governador interino, Cláudio Castro (PSC), seu vice, "serenidade para conduzir os trabalhos que iniciamos juntos e que possibilitaram devolver ao povo fluminense a segurança nas ruas e, com isso, a esperança em um futuro melhor". Na última sexta-feira (28), Gonçalves retirou o chefe do Executivo fluminense do cargo. A corte especial do STJ é composta pelos 15 magistrados mais antigos do tribunal --o afastamento de Witzel dependia de maioria qualificada (dois terços). Com a decisão, Castro, que também é investigado e tem se aproximado da família do presidente Jair Bolsonaro, inimiga de Witzel, seguirá no comando do Rio de Janeiro. O despacho da sexta atendeu a pedido da PGR, que denunciou Witzel e outras oito pessoas, incluindo a primeira-dama Helena Witzel. A Procuradoria também havia pedido a prisão do governador, mas Gonçalves negou. O recebimento da denúncia e a abertura de ação penal ainda não têm data para serem discutidas. A PGR acusa Witzel de ter recebido R$ 554,2 mil em propina por intermédio do escritório de sua mulher. Do montante, R$ 274,2 mil teriam sido repassados pelo empresário Mário Peixoto, que tem contratos com o Executivo do Rio de Janeiro. Os outros R$ 280 mil, segundo a Procuradoria, foram pagos pelo Hospital Jardim Amália, que pertence à família de Gothardo Lopes Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda.

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